Se lembra da fogueira,
Se lembra dos balões,
Se lembra dos luares dos sertões;
Da roupa no varal,
Feriado nacional
E as estrelas salpicadas nas canções.
Se lembra quando toda modinha falava de amor,
Mas nunca mais cantei maninha, depois que ele chegou.
Se lembra da jaqueira,
Da fruta no capim,
Os sonhos que você contou pra mim.
Espaço no porão,
Lembra da assombração
E das almas com perfume de jasmim.
Se lembra do jardim... Maninha coberto de flor,
Mas hoje só da erva daninha no chão que ele pisou.
Se lembra do futuro que a gente combinou,
Eu era tão criança e ainda sou,
Querendo acreditar, que o dia vai raiar,
Só porque uma cantiga anunciou
Mas não me deixe aqui tão sozinha a me torturar,
Que um dia ele vai embora maninha, pra nunca mais voltar.