E de repente tudo vira um sentimento de solidão, abandono... Mais que isso Saudade. É como se todos os momentos felizes fossem tão mínimos a ponto de não sobressaírem á essa maldita sensação que me persegue.
Tudo volta a ser escuro, vazia, gélido... O coração falha em suas batidas, por desânimo, por falta de estimulo. Mais rostos eu me vêem á mente para me fazer sentir-me mais uma vez no fundo de um posso lamacento, tudo incomoda, fere, marca... Dura mais que um sorriso, mais que um beijo, dura mais que uma noite inteira de amor. Quando a sensação vem, tudo se torna insignificante perto dela, não sem importância, apenas pequeno de mais para aplacar a dor que me consome.
Meu sorriso se desfaz; as lágrimas que já haviam se secado, voltam a brotar-me dos olhos, da alma; a voz é abafada por uma fome de silêncio; o coração se torna um órgão frio, sem vida, seus batimentos falhos aceleram a mente, aceleram os pensamentos tristes, insanos, aceleram os sonhos utópicos, distantes, aceleram a dor consumista em meu ser...
Até quando o comportamento insano de meu coração, minha mente e minha alma, me tirarão a paz? A calma, o silêncio, a paz, o equilíbrio... Ah equilíbrio, sequer sei o que é isso. Tudo está fora do lugar, mas então aparece alguém que lhe ajuda a retornar a vida, uma falsa esperança permeia meu ser, tudo em vão, por que quando volto a cair o posso se torna mais fundo, talvez um dia eu não torne a cair, ou quem sabe, um dia eu não volte do fundo desse posso.
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