15 janeiro, 2010

Caminhada da vida (Só)

Estou tentando entender como vim parar aqui
Em que ponto da estrada perdi a direção
Onde deixei de ser quem um dia fui

Estou tentando andar por caminhos desconhecidos
No entanto sem me machucar tanto
O caminho é íngrime, sinuoso e um tanto quanto perigoso
Mas dizem que por detrás das estradas perigosas
há sempre lugares paradisíacos

Estou tentando sair desse emaranhado de sentimentos
E não sentir nada,
Que é para ver se sinto algo

A amizade confundo com amor,
O amor com paixão
A saudade com abandono
E o abandono como uma nagligência minha

Nos bares,
Os retratos dos tempos de menina
Os amigos que não mais vi
A saudade que insiste em ficar em meu coração
Um coração que traz consigo rostos que jamais pensei deixar

Na rua da saudade
Vejo imagens desconexas
As quais deixo numa caixa lacrada

O futuro é incerto
Abro uma caixa de supresa a cada dia
Há um mundo de desafios a serem superados
E já não sei se tenho força suficiente

Agora, aqui sentada no meio do caminho
Olho em volta e está tudo vazio
Atrás há um passado comodo
À minha frente há um futuro incerto
Meu lado direito se encontra vazio
O esquerdo há um insano sentimento de abandono

Talvez mais á frente eu encontre o tesouro perdido
Talvez mais um desafio
Tudo é válido
Mas a ausência de alguém futuramente saudoso
Me faz perder o animo de continuar

Me sinto fraca
Cega
Muda
Surda
Sem vida
Sem amor
Me sinto só!

...
By: Súh

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