17 dezembro, 2008

continuação...

No meu aniversário os meninos resolveram fazer uma festinha simples, só com nossos amigos mais próximos, na verdade, uma grande bagunça na minha casa, eu já estava de 7 meses. Durante a tarde Julio e eu fomos ao shopping, passamos na loja de Samantha, compramos alguns sapatos e ficamos um tempo de papo com a Sam. Houve uma hora em que Sam e Julio foram conversar e eu fiquei vendo algumas bolsas na vitrine, neste meio tempo não vi que alguém se aproximava de mim.
Alex: Oie.
Flá: Ah..oi, tudo bem?
Alex: Hei calma, não precisa se assustar.... Tudo bem e você?
Flá: Bem obrigada... desculpa, estava distraída.
Alex: Tudo bem... e o Bebê, como está?
Flá: Vai bem, agitado que só ele..srs – Sim, eu estava sem graça, não sei nem por que, mas o fato dela estar me tratando bem me deixou “balançada”, via que ela estava um tanto tímida no começo, mas logo começamos a conversar. –
Flá: Nossa, quer dizer que tens dois filhos?
Alex: Sim..srsr... deve me achar uma velha neh!
Flá: Lógico que não, tu és linda, nem parece que teve filhos, tem um corpo maravilhoso... – Ops, acho que não era para eu ter dito isso, caramba, eu e minha boca grande –
Alex: humm..obrigada
Flá: Que isso – Que lindinha ela toda sem graça –
Alex: Bom, eu vou lá.. atender o cliente.
Flá: Claro, até mais!
Alex: Até!
Voltei a fitar a vitrine, mas estava com o pensamento naquela mulher, desde o dia que passei mau que ela me tratava de maneira diferente, mais educada, me arriscaria até a dizer que com mais atenção.
Sam: O que foi aquilo?
Flá: Puta que pariu Sam, que me fazer perder o filho?
Sam: Foi gatinha, mas o que tava rolando aqui hem? Vi você e a Alex no maior papo!
Julio: Verdade, pode ir contando tudo!
Flá: Gente, vamos parar, não é nada que suas cabecinhas podres estão pensando.
Rick: ta bom!

Finzinho de tarde, e Rick, Fabi, Julio já estavam em casa terminando de arrumar algumas coisas para reunião e os convidados iam chegando aos poucos, minha surpresa foi ver Samantha e Douglas chegando acompanhados de ninguém mais ninguém menos que, Alexandra.
Minha surpresa foi tão grande que nem falei nada, só os vi entrando em casa e Sam puxando Alexandra pela mão:
Sam: Oie querida, você está bem? Está pálida, precisa descansar.
E a filha da puta ainda tira uma com a minha cara!
Flá: Ah, oi Sam, Douglas. Olá Alexandra! – Sim, eu estava um tanto quanto “perdida” ali –
Sam: Oie minha linda. Bom, espero que não se importe, mas tomei a liberdade de trazer Alexandra conosco.
Flá: Que isso amiga, Fique á vontade Alexandra. Bom pessoal, tem bebida na geladeira, qualquer coisa é só me chamar, vou ali falar com Julio.

Meu Deus!!! Eu quase tive uma parada cardíaca na frente daquela mulher, como pode ser tão linda assim?! E estava ali, na minha casa, no meu sofá, conversando com os meus amigos. Sei que é uma mega falta de educação o que fiz, que deveria ter mostrado a casa pra ela e tals, mas eu não podia ficar muito tempo perto daquela mulher.
Lá pelas 2h da madrugada um pessoal começou a ir embora, ficamos: Douglas e Julio, Samantha e Eduardo (namorado da Sam), Fabiano e Ricardo, Alexandra e Eu.
Samantha estava sentada no sofá maior e eu deitada com a cabeça apoiada em seu colo, Douglas e Julio estavam num puff no chão, abraçados, Edu e Alexandra estavam sentados no chão e recostados no sofá onde eu estava com a Sam, e Fabiano e Rick estavam num sofá de dois lugares.
Sam: Olha o bebê ta chutando!!
Flá: srrs... Pois é, ele sempre se agita um pouco por volta das 3h!
Julio: Chiiii... Já vi que alguém terá longas madrugadas em claro!..hihih
Flá: ahahha... Nem brinca, mas ele fica uma meia hora nessa agitação e logo volta a sossegar.
Douglas: Olha, se continuar assim, seja menino ou menina, será um bom jogador de futebol...ahUAHuha
Sam: Olha Alex, coloca a mão aqui!!
A Alex que até então me olhava de maneira acho que carinhosa, sim exatamente, estranho mas ultimamente ela estava tão mudada, passou a me olhar com dúvida, como quem pergunta se pode colocar a mão na minha barriga.
Flá: Vem cá, dá sua mão!
Peguei em sua mão e pousei-a no local onde o bebê chutava, sem perceber minha mão continuou sobre a sua, não percebi mas intimamente sabia que todos na sala nos olhavam como que se não entendessem nada.
Sentia sua mão, macia e quente, a acariciar minha barriga, foram poucos minutos que para mim eram mágicos.
Sentia que ela estava abrindo espaço para que eu me aproximasse, vi que se eu quisesse alguma coisa, deveria agir.
Sam: Gatinha, deixa eu levantar, vou pegar algo pra beber?!!
Flá: Ahh Sam, deixa que os meninos pegam, ta tão bom o cafuné! –Falei de olhos fechados –
Sam: Não seja por isso. Alex senta aqui vai, continua mimando essa moça aqui, que vou pegar algo para nós!
Foi tudo rápido, minha amiga é uma trambiquera de primeira, levantou, puxou Alexandra, quando vi já estava com a cabeça no colo da Alexandra e Sam já estava na cozinha.
Senti Alexandra tensa logo que sentou, fiquei meio sem graça, claro, mas não perderia a oportunidade, como sempre fiz com a Sam, peguei em sua mão e pousei sobre minha cabeça, no começo senti um cainho tímido, como se tivesse medo do que fazia , para logo depois sentir seus dedos acariciando-me calmamente os cabelos e brincando com algumas mechinhas.
Fez-se um silêncio absurdo naquela sala, apenas se ouvia o som da música baixinha, estavam todos entretidos com seus respectivos namorados e eu me sentia no paraíso com aquele cafuné.
Estava cansada e não sei em que momento acabei pegando no sono, quando abri meus olhos senti um par de olhinhos azuis olhando-me com um brilho que me encantou, dei um sorriso tímido e ela acariciou meu rosto, pensei que estivesse sonhando, ninguém prestava atenção em nós duas, o que nos deixava de certa forma mais á vontades. Fechei os olhos para sentir e grava aquele toca tão macio, tão gostoso e que esperei por tanto tempo, mas que no entanto já havia perdido as esperanças de senti-lo.
O encanto só foi quebrado quando o chato do Julio levantou de sopetão dizendo que ia embora. Nisso todos começaram a ir embora, eu nunca fiz questão de levantar para eles irem, agora menos ainda. Mas quando Sam disse que ia embora e Alex disse que iria junto, me levantei para me despedir delas e fechar a porta, mas não sei, talvez tenha levantado rápido de mais e fiquei com tontura, se não fosse Alexandra com certeza iria bonita pro chão, as meninas ficaram mais uma meia hora, Sam insistia em ficar lá comigo, mas eu sabia que ela tinha compromisso logo cedo, e bom, já estava me sentindo bem, foi coisa passageira, foi quando para minha surpresa Alexandra se ofereceu para ficar, Sam se antecipou a minha resposta e começou a sair de casa, “Eu mato essa cachorra, Samantha Ávila você me paga sua tranqueira”.
Fiquei meio sem graça com a situação, mas já que ela estava ali, restava-me acomoda-la neh.
Flá: Hum... Desculpa o transtorno, na verdade a tranqueira da Sam não precisava ter feito todo esse drama, vê, já estou bem... rsrs
Alex: Que isso, eu fico, não tenho nem um compromisso para amanhã, sem problema.
Flá: E seus filhos?
Alex: Estão viajando com o pai, foram á uma chácara.
Flá: Ok... Vem, vou te mostrar o quarto de hospedes.
Mostrei o quarto, lhe emprestei uma roupa e disse que se quisesse poderia tomar um banho, e foi isso que ela fez.
Enquanto ela tomava banho, fui para a cozinha, peguei um suco na geladeira, fui para a sala e fiquei encostada na janela vendo que a noite já não era mais tão escura, não haviam mais estrelas no céu e principalmente pensando em tudo que havia acontecido hoje.
Estava perdida em meus pensamentos quando senti uma mão delicada em meu ombro, não ousei virar-me, sabia que era Alexandra, ela postou-se ao meu lado sem nada dizer, apenas olhava para a rua, como que tentando achar respostas.
Senti seus dedos entrelaçarem-se aos meus, olhei para nossas mãos para ter certeza de que meus sentidos não me enganavam, vi nossas mãos unidas, ela não se mexia, estava perdida em pensamentos lá fora.
Alex: Vem, você precisa descansar!
Não disse nada, apenas deixei que me guiasse a meu quarto, eu já estava realmente cansada, deitei-me e ela sentou ao meu lado, seu comportamento era de fato estranho, mas não disse nada, não queria estragar aquele momento. Ela se sentou ao meu lado, me aproveitei da aproximação e encostei minha cabeça em suas pernas, ela me acariciava o cabelo calmamente. Acho que tínhamos medo de que o encanto se acabasse e num piscar de olhos tudo o que ali estava acontecendo se esvaísse e não passasse de um sonho, então nada dizíamos, nossos olhos e gestos falavam por nós.
Não sei quanto tempo ficamos ali, mas quando abri meus olhos, ela dormia recostada na cabeceira da cama, açodei-a apenas para á fazer deitar direito na cama, ao meu lado, ela ameaçou levantar e ir para o quarto reservado á ela, mas segurei em sua mão olhando-a com um olhar pidonho, que dizia que á queria ali, ao meu lado, ela se deitou comigo, deitei minha cabeça em seu braço e assim dormimos, até umas 14h.
Acordei com seus braços me rodeando e uma de suas mãos sobre minha barriga, “Deus, como sonhei com essa semana, e agora aqui estou eu, sem saber nem o que fazer. Vou levantar e preparar algo para comermos!"

Continua...

Um comentário:

  1. Aaaiiiii....
    Eu quero maaaiiisss!!!
    Que linda essa estória Suh! Estou amando... Não demora muito p/ postar a continuação não, senão vou morrer em cólicas aqui!
    rsrsrs...
    Parabéns mocinha, como sempre está divino seu "conto"!
    Bjo bjo...

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