23 dezembro, 2008

Continuação...

Quase um mês depois estávamos super juntas, por vezes saímos ela, Gustavo e Pablo (seus filho) e eu, íamos ao cinema no fim de semana, almoçamos algumas vezes em casa, eu adorava os meninos e eles aparentemente também já aviam se apegado á mim, uma vez, Pablo o mais quietinho, disse-me uma coisa séria até, mas engraçada por ser uma criança de apenas 4 anos me dizendo aquilo.
Foi numa tarde de chuva, em que os meninos estavam em casa, estamos deiados na minha cama, assistindo mais um filme, Gustavo havia dormido, mas Pablo mantinha-se assistindo o filme.
Pablo: Tia Flá!
Flá: Oi meu anjinho!?
Pablo: O que vai acontecer depois que a anjinha nascer?
Flá: Como assim meu amor, nós viremos pra casa, eu cuidarei da anjinha assim como a mamãe de vocês cuidou e cuida até hoje.
Pablo: Hum...

A partir daí ele ficou pensativo, quieto, percebi que algo o incomodava, só não sabia o que.
Flá: Por que meu amor? Algum problema?
Pablo: Você vai amar mais a anjinha do que nós! – El disse baixinho, quase não pude ouvir –
Flá: Não meu amor, eu vou amá-los igualmente, você são meus pestinhas lembra? Vou sempre amá-los, ninguém pode mudar isso ok?
Pablo: Hum... E a mamãe, ela também é pestinha?

Tive de me segurar para não rir da pergunta, afinal, eles não eram bobos nem nada, só não tinham noção suficiente do que acontecia, e no final das contas Alexandra também era minha pestinha, descobri nesse mês, que por trás daquela mulher séria da loja, existe uma criança, uma linda mulher, uma mãe maravilhosa, dedicada, carinhosa, zelosa, e uma namorada extremamente amorosa, sedutora, engraçada, chorona, forte. Eu passei a amar aquela mulher e os meninos de uma maneira absurda, foi tudo muito rápido, derrepente eu já estávamos morando todos juntos, conhecia até Alberto, o pai deles e ex-marido de Alex, ele foi simpático, não era lá muito bem humorado, mas foi educado, sacou na hora o que se passava entre eu e Alex, não impôs qualquer barreira, apenas falou para darmos uma boa educação aos meninos e cuidar bem deles, de um em um mês ele ia pegar os meninos em casa para passearem só eles. Enquanto divagava sobre tudo que acontecia, Pablo já havia retornado sua atenção a TV.
Flá: Querido...
Pablo: Oi tia!
Flá: Senta aqui perto da tia sim! – ele se aproximou e sentou no meu colo...rs –
Pablo: Que foi tia – disse ele mexendo no meu cabelo –
Flá: Meu amor, sobre o que você me perguntou, se eu amaria a sua mamãe como um de vocês. Na verdade, eu amo mesmo a mãe de vocês, ela é uma mulher maravilhosa, uma mãe espetacular, e eu vou sempre amar ela. Mas existe uma diferença entre o amor que tenho por vocês e pela anjinha e o que tenho pela mamãe de vocês. Você e teu irmão talvez sejam muito novos para entender isso, mas eu vou sempre amar a mãe de vocês e cuidar de nós 5, não importa o que aconteça.
Pablo: Eu sei tia, tem uma menininha lá na escola que tem três mães e um pai, por que a mamãe dela de verdade separou do pai dela, que nem a minha mamãe e casou com outra mulher por que elas se amam. Você e a mamãe também casaram? A anjinha é filha de vocês duas? E eu e o Gu, a gente pode te chamar de mãe também?
Alex: Meu Deus, quanta pergunta esse meu filhote faz, assim vai deixar a tia Flá lelé da cuca!

Nossa, nem ouvi a porta sendo aberta, quando vi Pablo já estava correndo para os braços de Alexandra. Ela o segurou em seus braços, deu-lhe um beijo e veio em direção à cama, me deu um beijo no cantinho da boca.
Alex: Oi meu amor, tudo bem?
Flá: Tudo e você?
Alex: Melhor agora. E aí, esses pestinhas te cansaram muito?
Flá: que nada, com esse tempo, ficamos assistindo TV o dia todo...srsr
Alex: Bom, vou tomar um banho e já venho juntar-me a vocês!
Flá: Ok. Enquanto isso vou fazer algo para comemos.
Alex: Nada disso, você vem comigo!! Depois pedimos algo para comer.
Flá: Ta neh, e eu sou loca de recusar um convite destes?!!
Pablo se distraia com a TV e nós fomos ao nosso rápido banho, ta, talvez não tão rápido.


Continua...

20 dezembro, 2008

continuação...

Ao sair da cama peguei uma roupa e fui tomar banho, terminei e ela ainda não havia acordado, por um tempo fiquei contemplando toda aquela beleza deitada em minha cama. Fui para a cozinha preparar algo para comermos, sabia que em pouco tempo ela acordaria e provavelmente com fome.
Fiz um suco e coloquei algumas coisas na mesa para comermos, enquanto ela não acordava, fiz o que já me era de costume, pegar um suco e ir pra sacada, lá fiquei pensando em tudo que havia acontecido, no abraço, no fato de dormirmos juntas, as coisas inusitadas que aconteceram, como o comportamento estranho de Alexandra, a repentina aproximação dela, seus carinhos, seus olhares, o jeito que me tratou antes de deitarmos, era tudo novo para mim, bom mas assustador, não tinha segurança de nada, não sabia até quando aquilo ia durar, se ela acordaria e me trataria como ontem de noite ou como sempre me tratava na loja, ela, naquele momento, me era uma incógnita.
Fui tirada de meus pensamentos por uma voz rouca e gostosa dizendo um bom dia preguiçoso, aquela mulher era definitivamente encantadora, e estava ali, na minha frente, parecia uma criança com o cabelo um pouco bagunçado, o rosto de quem acabou de acordar mas está morrendo de preguiça, parecia uma criança com aquele camisetão, porém o corpo bem delineado e as pernas malhadas a mostra me lembravam que aquela era a mulher pela qual eu sempre fui apaixonada.
Flá: Bom dia! Fim o café para nós. Vem!
Fomos para a cozinha e chegando lá nos servimos, pairou sobre nós um silêncio incômodo, constrangedor, talvez ela estivesse arrependida do seu comportamento e eu tinha medo de confirmar esta suspeita.
Terminamos nosso café, comecei a colocar a louça na máquina, ela me ajudava, mas até então nenhuma palavra que não fosse aquele simples “bom dia”.
Terminamos de arrumar as coisas, ela foi se trocar e eu fiquei deitada no sofá de olhos fechados, pensando no que aconteceria agora.
Alex: Você está bem?
Flá: Oi, sim estou, só um pouco cansada – falei abrindo meus olhos vagarosamente e olhando para ela que já se aproximava para se sentar perto de mim –
Alex: Imagino...
Flá: Alex... Quanto ao que aconteceu ontem.... – alguém precisava começar aquela conversa, se ela não começava, começo eu –
Alex: Por favor Flá, deixa eu te falar uma coisa primeiro...
Percebi que ela estava meio receosa de falar, fosse o que fosse eu estava tensa com o que viria pela frente.
Alex: Flaviany, t6alvez você tenha percebido, talvez não por eu conseguir ser sempre bem... fria em relação a você, mas desde aquele dia, naquela festa, minha única vontade era ficar com você, te evitei durante muito tempo, todas as vezes que você ia na loja eu me distanciava, ficava fria contigo, tudo para você nunca perceber que eu gosto de ti. Na verdade existem dois motivos para eu não ter lutado por ti, o primeiro porque eu não aceitava o fato de que tinha me apaixonado por uma mulher e o segundo é que como sabe, sou casada e tenho dois filhos, minha vida sempre foi muito normal, se é que me entende, nasci no interior, vim pra cá para estudar, conheci o meu marido, namoramos, me casei com ele há cinco anos e hoje tenho dois filhos de 3 anos e uma vida profissional de dar inveja em muita gente. No entanto, eu sinto, sei que falta alguma coisa, uma coisa que eu pensei sentir pelo Tiago, mas que com o tempo foi esfriando, ele se tornou apenas o meu marido e o pai dos meus filhos, nada mais. E eu não quero passar o resto da minha vida infeliz por não ter lutado pela minha felicidade, minha carreira eu sei que não vai pro água á baixo caso eu faça o que eu quero, e meus filhos, bom, vão continuar sendo meus filhos é só uma questão conversar com eles, sei que não estão felizes com a vida que estamos levando, passam muito tempo longe de mim, meu marido nem fica em casa direito, ta tudo um inferno, mas eu faço de tudo para mantê-los do meu lado e dar de tudo a eles. Mas eu sinto que se quero ser mais feliz e transmitir toda essa alegria a eles eu tenho q começar batalhando pelo que eu quero, eles entendem que a mãe deles não está feliz como está.
Flá: Alex... – Ela não me deixou continuar, percebi que estava um tanto quanto emocionada -
Alex: Por favor Flá... Se não perco a coragem (rsrs)... Meu marido e eu estamos nos separando, e vendo qual a melhor maneira para que os meninos não sintam tanto pela separação, eles são espertos, sei q vão entender. Com toda essa parte “resolvida” comecei a repensar no que andava fazendo, ignorando uma pessoa que meu coração dizia que gostava mas minha mente insistir em impedir-me de gostar. Pensei que com o tempo eu pudesse te esquecer, que fosse coisa de momento, que fosse curiosidade apenas, mas isso não passou e hoje eu tenho certeza que nunca vai passar.
Neste momento ela se levantou e foi para a janela, mas antes vi uma lágrima teimosa escorrer por sua face.
Alex: Eu... eu não sei mais o que fazer, eu me acostumei a ser quem sou, me adaptei com as coisas simples, nunca me imaginei amando uma mulher, e quando te vi pela primeira vez naquela loja, logo que entrei, foi...foi como se... eu precisasse de você, precisasse do seu abraço ou que você pelo menos me olhasse, me apaixonei por esse sorriso de muléca, esse olhar que nos despe até a alma, esse jeitinho meigo, alegre, sério, brincalhona, me acostumei a sua presença, mas você nunca nem tinha me reparado... Até aquela festa. Hoje eu estou aqui, na tua casa, na casa da mulher que eu amo, que está grávida, que dormiu do meu lado hoje, no entanto, eu... eu tenho medo...
Á este ponto ela já chorava copiosamente, me levantei e fui até ela, ela me olhou nos olhos e pude ver o medo e a insegurança estampados nos olhos dela, mas também pude ver o amor naqueles olhos que me atormentaram por meses. Abracei-a fortemente, e a levei colada ao meu corpo até o sofá, lá sentamos, ela ficou abraçada a mim, e eu nada disse até que seu pranto se acalmasse.
Eu sorria, boba, feliz, não gostava de vê-la naquele estado, me doía vê-la chorar, mas ela havia acabado de dizer que me ama, eu faria de tudo pra fazer essa mulher feliz ao meu lado.
Ficamos uns 15 minutos abraçadas, Alex já estava mais calma, não chorava mais, apenas mantinha-se deitada, com a cabeça apoiada em minhas pernas, eu acariciava seu cabelo suavemente, pensei em tudo que ela havia dito ali há instantes atrás. Estava na hora de tomar uma decisão, e eu já sabia o que queria.
Flá: Alex... eu não sei bem o que te dizer... Posso estar sendo egoísta, mas estou feliz pelo que você me disse, não pela situação em que se encontra de fato, mas por que agora sei que não amo sozinha. Eu sempre te amei, desde a primeira vez que te vi, antes mesmo de você entrar na loja. Você não sabe, mas sou eu quem seleciona quem entra naquela loja, a Sam nunca teve paciência para isso, quando vi aquele currículo, fiquei surpresa, como uma pessoa tão nova podia ter tão boas indicações, quando vi a foto no computador, depois da sua entrevista, me apaixonei, foi simples assim, mas você nunca nem olhava para mim. Depois fiquei sabendo que era casada, tem dois filhos e resolvi simplesmente deixar de pensar que algo poderia acontecer entre nós, comecei a namorar, o que não durou nem dois meses, afinal não sou do tipo que namora uma pessoa pensando em outra, e eu só tinha olhos, pensamento e sentimentos por você. Muita coisa aconteceu este ano e eu me afastei tudo e de todos, até mesmo da Sam, não suportava mais ir à loja e ver você me tratando tão fria, não queria mais vê-la por que de certa forma machucava pensar que a pessoa que eu amo tinha outra pessoa que a fazia feliz. Sam começou a vir aqui, mas eu estava extremamente desanimada de tudo. Os meninos tentaram me animar, mas só passei a me animar um pouquinho que seja de uns dois meses pra cá.
Eu chorava, só de lembrar tudo que tinha passado desde uns 3 meses antes de descobrir essa gravidez. Já não conseguia mais falar nada, chorava por tudo, pelo tempo longe dela, pela frieza que me tratou por tantas vezes, pela maldita festa na qual eu havia ficado grávida e chorava por estar super cansada de tudo aquilo.
Desta vez foi ela quem me “consolou”, me abraçava, beijava-me o alto da cabeça e dizia-me que ficaria tudo bem, que ela estaria do meu lado, pedia-me desculpa por tudo.
Nunca havia me permitido falar á ninguém tudo que se passava comigo, menos ainda chorar na frente de alguém, quem diria com Alexandra, era tudo inusitado e tão bom.
Quase 15 minutos depois, olhei para seu rosto, molhado de lágrimas, assim como o meu, vi em seus olhos todo o amor que nunca tinha visto naqueles olhinhos tão azuis, pousei minha mão em seu rosto, acariciando levemente aquele rosto tão delicado e expressivo, nossos lábios foram se aproximando vagarosamente, tocaram-se numa carícia delicada, que foi logo se tornando exigente, faminta, sou mão acariciava-me a a nuca, estava tudo perfeito, se não fosse alguém se manifestar na minha barriga, dando-me uns belos de uns chutes, parece até que entende neh, paramos de nos beijar e acabamos por dar risada da situação, sim, meu lindo bebê estava com ciúme, afinal de contas só eu tinha recebido atenção até agora. Estávamos sentada, Alex se ajoelhou na minha frente, beijou minha barriga e depois acariciando-a pude escutar ela dizendo: “Eu vou cuidar de você pequenina, farei de tudo para faze-las felizes”, deu mais um beijo na minha barriga e olhou-me com um sorriso feliz, não pude segurar uma lágrima que desceu de meus olhos parando em meus lábios, mas esta era de mais pura felicidade.

Continua...

17 dezembro, 2008

continuação...

No meu aniversário os meninos resolveram fazer uma festinha simples, só com nossos amigos mais próximos, na verdade, uma grande bagunça na minha casa, eu já estava de 7 meses. Durante a tarde Julio e eu fomos ao shopping, passamos na loja de Samantha, compramos alguns sapatos e ficamos um tempo de papo com a Sam. Houve uma hora em que Sam e Julio foram conversar e eu fiquei vendo algumas bolsas na vitrine, neste meio tempo não vi que alguém se aproximava de mim.
Alex: Oie.
Flá: Ah..oi, tudo bem?
Alex: Hei calma, não precisa se assustar.... Tudo bem e você?
Flá: Bem obrigada... desculpa, estava distraída.
Alex: Tudo bem... e o Bebê, como está?
Flá: Vai bem, agitado que só ele..srs – Sim, eu estava sem graça, não sei nem por que, mas o fato dela estar me tratando bem me deixou “balançada”, via que ela estava um tanto tímida no começo, mas logo começamos a conversar. –
Flá: Nossa, quer dizer que tens dois filhos?
Alex: Sim..srsr... deve me achar uma velha neh!
Flá: Lógico que não, tu és linda, nem parece que teve filhos, tem um corpo maravilhoso... – Ops, acho que não era para eu ter dito isso, caramba, eu e minha boca grande –
Alex: humm..obrigada
Flá: Que isso – Que lindinha ela toda sem graça –
Alex: Bom, eu vou lá.. atender o cliente.
Flá: Claro, até mais!
Alex: Até!
Voltei a fitar a vitrine, mas estava com o pensamento naquela mulher, desde o dia que passei mau que ela me tratava de maneira diferente, mais educada, me arriscaria até a dizer que com mais atenção.
Sam: O que foi aquilo?
Flá: Puta que pariu Sam, que me fazer perder o filho?
Sam: Foi gatinha, mas o que tava rolando aqui hem? Vi você e a Alex no maior papo!
Julio: Verdade, pode ir contando tudo!
Flá: Gente, vamos parar, não é nada que suas cabecinhas podres estão pensando.
Rick: ta bom!

Finzinho de tarde, e Rick, Fabi, Julio já estavam em casa terminando de arrumar algumas coisas para reunião e os convidados iam chegando aos poucos, minha surpresa foi ver Samantha e Douglas chegando acompanhados de ninguém mais ninguém menos que, Alexandra.
Minha surpresa foi tão grande que nem falei nada, só os vi entrando em casa e Sam puxando Alexandra pela mão:
Sam: Oie querida, você está bem? Está pálida, precisa descansar.
E a filha da puta ainda tira uma com a minha cara!
Flá: Ah, oi Sam, Douglas. Olá Alexandra! – Sim, eu estava um tanto quanto “perdida” ali –
Sam: Oie minha linda. Bom, espero que não se importe, mas tomei a liberdade de trazer Alexandra conosco.
Flá: Que isso amiga, Fique á vontade Alexandra. Bom pessoal, tem bebida na geladeira, qualquer coisa é só me chamar, vou ali falar com Julio.

Meu Deus!!! Eu quase tive uma parada cardíaca na frente daquela mulher, como pode ser tão linda assim?! E estava ali, na minha casa, no meu sofá, conversando com os meus amigos. Sei que é uma mega falta de educação o que fiz, que deveria ter mostrado a casa pra ela e tals, mas eu não podia ficar muito tempo perto daquela mulher.
Lá pelas 2h da madrugada um pessoal começou a ir embora, ficamos: Douglas e Julio, Samantha e Eduardo (namorado da Sam), Fabiano e Ricardo, Alexandra e Eu.
Samantha estava sentada no sofá maior e eu deitada com a cabeça apoiada em seu colo, Douglas e Julio estavam num puff no chão, abraçados, Edu e Alexandra estavam sentados no chão e recostados no sofá onde eu estava com a Sam, e Fabiano e Rick estavam num sofá de dois lugares.
Sam: Olha o bebê ta chutando!!
Flá: srrs... Pois é, ele sempre se agita um pouco por volta das 3h!
Julio: Chiiii... Já vi que alguém terá longas madrugadas em claro!..hihih
Flá: ahahha... Nem brinca, mas ele fica uma meia hora nessa agitação e logo volta a sossegar.
Douglas: Olha, se continuar assim, seja menino ou menina, será um bom jogador de futebol...ahUAHuha
Sam: Olha Alex, coloca a mão aqui!!
A Alex que até então me olhava de maneira acho que carinhosa, sim exatamente, estranho mas ultimamente ela estava tão mudada, passou a me olhar com dúvida, como quem pergunta se pode colocar a mão na minha barriga.
Flá: Vem cá, dá sua mão!
Peguei em sua mão e pousei-a no local onde o bebê chutava, sem perceber minha mão continuou sobre a sua, não percebi mas intimamente sabia que todos na sala nos olhavam como que se não entendessem nada.
Sentia sua mão, macia e quente, a acariciar minha barriga, foram poucos minutos que para mim eram mágicos.
Sentia que ela estava abrindo espaço para que eu me aproximasse, vi que se eu quisesse alguma coisa, deveria agir.
Sam: Gatinha, deixa eu levantar, vou pegar algo pra beber?!!
Flá: Ahh Sam, deixa que os meninos pegam, ta tão bom o cafuné! –Falei de olhos fechados –
Sam: Não seja por isso. Alex senta aqui vai, continua mimando essa moça aqui, que vou pegar algo para nós!
Foi tudo rápido, minha amiga é uma trambiquera de primeira, levantou, puxou Alexandra, quando vi já estava com a cabeça no colo da Alexandra e Sam já estava na cozinha.
Senti Alexandra tensa logo que sentou, fiquei meio sem graça, claro, mas não perderia a oportunidade, como sempre fiz com a Sam, peguei em sua mão e pousei sobre minha cabeça, no começo senti um cainho tímido, como se tivesse medo do que fazia , para logo depois sentir seus dedos acariciando-me calmamente os cabelos e brincando com algumas mechinhas.
Fez-se um silêncio absurdo naquela sala, apenas se ouvia o som da música baixinha, estavam todos entretidos com seus respectivos namorados e eu me sentia no paraíso com aquele cafuné.
Estava cansada e não sei em que momento acabei pegando no sono, quando abri meus olhos senti um par de olhinhos azuis olhando-me com um brilho que me encantou, dei um sorriso tímido e ela acariciou meu rosto, pensei que estivesse sonhando, ninguém prestava atenção em nós duas, o que nos deixava de certa forma mais á vontades. Fechei os olhos para sentir e grava aquele toca tão macio, tão gostoso e que esperei por tanto tempo, mas que no entanto já havia perdido as esperanças de senti-lo.
O encanto só foi quebrado quando o chato do Julio levantou de sopetão dizendo que ia embora. Nisso todos começaram a ir embora, eu nunca fiz questão de levantar para eles irem, agora menos ainda. Mas quando Sam disse que ia embora e Alex disse que iria junto, me levantei para me despedir delas e fechar a porta, mas não sei, talvez tenha levantado rápido de mais e fiquei com tontura, se não fosse Alexandra com certeza iria bonita pro chão, as meninas ficaram mais uma meia hora, Sam insistia em ficar lá comigo, mas eu sabia que ela tinha compromisso logo cedo, e bom, já estava me sentindo bem, foi coisa passageira, foi quando para minha surpresa Alexandra se ofereceu para ficar, Sam se antecipou a minha resposta e começou a sair de casa, “Eu mato essa cachorra, Samantha Ávila você me paga sua tranqueira”.
Fiquei meio sem graça com a situação, mas já que ela estava ali, restava-me acomoda-la neh.
Flá: Hum... Desculpa o transtorno, na verdade a tranqueira da Sam não precisava ter feito todo esse drama, vê, já estou bem... rsrs
Alex: Que isso, eu fico, não tenho nem um compromisso para amanhã, sem problema.
Flá: E seus filhos?
Alex: Estão viajando com o pai, foram á uma chácara.
Flá: Ok... Vem, vou te mostrar o quarto de hospedes.
Mostrei o quarto, lhe emprestei uma roupa e disse que se quisesse poderia tomar um banho, e foi isso que ela fez.
Enquanto ela tomava banho, fui para a cozinha, peguei um suco na geladeira, fui para a sala e fiquei encostada na janela vendo que a noite já não era mais tão escura, não haviam mais estrelas no céu e principalmente pensando em tudo que havia acontecido hoje.
Estava perdida em meus pensamentos quando senti uma mão delicada em meu ombro, não ousei virar-me, sabia que era Alexandra, ela postou-se ao meu lado sem nada dizer, apenas olhava para a rua, como que tentando achar respostas.
Senti seus dedos entrelaçarem-se aos meus, olhei para nossas mãos para ter certeza de que meus sentidos não me enganavam, vi nossas mãos unidas, ela não se mexia, estava perdida em pensamentos lá fora.
Alex: Vem, você precisa descansar!
Não disse nada, apenas deixei que me guiasse a meu quarto, eu já estava realmente cansada, deitei-me e ela sentou ao meu lado, seu comportamento era de fato estranho, mas não disse nada, não queria estragar aquele momento. Ela se sentou ao meu lado, me aproveitei da aproximação e encostei minha cabeça em suas pernas, ela me acariciava o cabelo calmamente. Acho que tínhamos medo de que o encanto se acabasse e num piscar de olhos tudo o que ali estava acontecendo se esvaísse e não passasse de um sonho, então nada dizíamos, nossos olhos e gestos falavam por nós.
Não sei quanto tempo ficamos ali, mas quando abri meus olhos, ela dormia recostada na cabeceira da cama, açodei-a apenas para á fazer deitar direito na cama, ao meu lado, ela ameaçou levantar e ir para o quarto reservado á ela, mas segurei em sua mão olhando-a com um olhar pidonho, que dizia que á queria ali, ao meu lado, ela se deitou comigo, deitei minha cabeça em seu braço e assim dormimos, até umas 14h.
Acordei com seus braços me rodeando e uma de suas mãos sobre minha barriga, “Deus, como sonhei com essa semana, e agora aqui estou eu, sem saber nem o que fazer. Vou levantar e preparar algo para comermos!"

Continua...

16 dezembro, 2008

Sem título!

Acordei sentindo uma dor incomoda no abdômen, não! Não era dor de barriga, dor de barriga é uma coisa, no abdômen é outra, são dores distintas. Mas isso não vem ao caso, mas acontece que fiquei um bom tempo na cama me concentrando em levantar-me, precisava tomar banho e me trocar para ir ao trabalho, passava das 7:00h quando enfim levantei, tomei um banho correndo e me arrumei mais rápido ainda.
Dia normal no escritório, exceto pelo incomodo ainda no abdômen.
Umas semanas depois, achei que estava engordando, mas não sei por que se eu nem comia direito, me pesei e realmente, tinha ganhado uns quilinhos...hhihi...
Ricardo e Fabiano também acharam que eu havia engordado, acabei indo ao médico, disse sobre a dor de um mês atrás, ele me levou a sua sala, fizemos um ultra-som e segundo ele eu estava grávida.
Flaviany: Impossível eu estar grávida Dr.
Dr. Julio: Pois é querida, parabéns, estás de uns 2 meses no máximo!
Flaviany: Parabéns? Grávida? Não, eu não estou grávida, afinal, estaria grávida de quem, do espírito santo?
Dr. Julio: Flá, seu senso de humor é contagiante – Já falava ele tirando uma com a minha cara –
Flaviany: Julio, para de graça caramba, o assunto é sério droga, você sabe muito bem que é humanamente impossível eu estar grávida. Oiiii sou lésbica e não vou pra cama com alguém desde que terminei com a Taís!
Dr. Julio: Ta, calma amiga, vamos fazer uns exames mais, mas é quase certeza que tu está grávida!

Juro que fiquei apavorada com a notícia, eu? Grávida? Impossível, só se for realmente do espírito santo, ta havia ido pra cama com um carinha neste meio tempo, há uns 2 meses, ele me dopou e eu fui quase que desmaiada pra cama, só lembro de ter acordado no outro dia com uma baita dor de cabeça, nua e... sentindo-me extremamente mal.
Mas eu não podia estar grávida, não deste modo, não de alguém q nem sabia quem era, não, definitivamente não podia estar grávida!

Julio é meu amigo desde que me conheço por gente, se formou há 3 anos em ginecologia e obstetrícia, é um amor de pessoa, mas por vezes palhaço de mais, é casado há mais de 2 anos com Douglas.
Fiz os exames que Julio havia me pedido o mais rápido possível.
Na segunda feira voltei ao consultório e lá estava ele me olhando com cara de mistério:
Dr. Julio: Então, trouxe os exames que pedi?
Flá: Claro, olhe...
Dr.: ...
Flá: Então, suas suspeitas estavam erradas não é? ... Julio, fala logo, ta me deixando nervosa!
Dr.: Então, seus exames deram positivo, tudo indica que vocês está grávida querida.

Depois de muito falar, voltei para casa perplexa, e tentando ignorar o fato de estar grávida de um desconhecido, e esse filho ter sido feito de maneira “suja”, mas é impossível ignorar um fato destes.
Quase dois meses depois de toda essa loucura e eu já estava com uma barriga de pelo menos uns 4 meses.
Eu estava preocupada, com razão, Ricardo, Fabiano e Julio também, passei a fazer consultas periódicas com Julio, mas parecia estar tudo normal.
Certo dia, Ricardo e eu fomos ao shopping andar, ele queria me distrair. Muitas pessoas me olhavam de boca aberta, me senti até um ser de outro mundo.
Flá: Que tanto esse povo olha hem?
Rick: Mona querida, não faz nem 5 meses que esse povo te vê no shopping, o mundo todo sabe da sua “preferência” e agora tu aparece aqui com esse barrigão, quer o quê?
Flá: Ta, já entendi, sou uma aberração, ta ok!
Rick: Não coloque palavras na minha boca!
Flá: srsr... ta, vamos comprar uns sapatos sim, quem sabe me animo um pouco!

Chegamos à minha loja predileta, conhecia a todos ali, e por isso talvez, tenha causado tanto espanto, todos vieram e perguntaram sobre o bebê, de quantos meses estava e coisa e tal, dei uma desconversada e fui ver meus tão amados sapatos. Nunca me dei bem com aquela gerente, há alguns anos atrás era apaixonada por ela, até levar um fora que nunca vou me esquecer, apesar dela ficar sempre me olhando quando ia lá, sentia que ela tinha medo de se envolver. Neste dia não foi diferente, mas ela me olhava com espanto e admiração ao mesmo tempo, o espanto eu já até imagino o por quê, mas a admiração me era novo naquele olhar que eu tanto amava.
Comprei as coisas e fiquei um bom tempo ali conversando com alguns funcionários e com Samantha que era a dona da loja e minha amiga.
Flá: Sam, o que deu na Alexandra que não para de me olhar?
Sam: Não sei amiga, ela ta estranha desde que você entrou aqui!
Rick: Pois é, também reparei, ta te olhando muito, mais que o normal!
Flá: Ela vem vindo, vamos Rick, não quero escutar desaforo dela!
Sam: Nem pensar! Vocês ficam! Ela que se atreva a tratar-te mau meu anjo!
Flá: Sério Sam, vou indo, to...
Alexandra: Samantha o Felipe quer falar contigo!
Sam:Oi Alexandra, já vou falar com ele. Bom, acho que você já conhece a Flaviany e o Ricardo não é?
Alex: Sim conheço, olá, tudo bem?
Flá e Rick: Sim e você?
Alex: Bem obrigada!
Sam: Alexandra fique aqui com eles um minuto sim, vou ver o que o Felipe quer!
E Sam saiu deixando-nos acompanhados de Alexandra, sua presença de fato me perturbava e Rick tinha conhecimento disso. Durante um tempo um silêncio predominou até eu sentir uma dor torturante na barriga. Encostei-me em Ricardo apertando-lhe o braço e quase chorando de dor, automaticamente Alexandra segurou em meu braço e me sentou-me em um sofá atrás de nós. Ricardo foi pegar um copo d’água e avisar Sam para que ligasse para o Julio, enquanto isso Alexandra me fazia companhia, ficou atrás de mim para que me apoiasse em teu corpo, aos poucos a dor foi passando, minha respiração voltando ao normal e eu voltando a realidade, senti um par de olhos azuis olhando-me preocupadamente e logo tentei levantar-me dizendo que estava tudo bem, mas foi em vão ao tentar levantar fiquei tonta a Alexandra segurou e fez-ma sentar novamente, nisso Rick e Sam vinham em nossa direção, minha mão que estava até então entrelaçada nas mãos de Alexandra soltaram-na de imediato, ela percebendo a aproximação dos dois recobrou seu ar indiferente e frio, mas eu podia ver em seus olhos a preocupação.
Depois desta cena voltei para casa e fiquei o resto da tarde com Ricardo. Julio foi em casa, ver como eu estava e marcamos uma consulta para o outro dia.
As dores não tinham nenhuma causa aparente, minha gravidez estava caminhando perfeitamente, pensei em abortar algumas vezes, contei o que aconteceu ao Julio, ele disse que se quisesse eu poderia abortar, mas sempre fui contra o aborto, se meu destino era ter aquela criança então que à tivesse, condições eu tinha para tê-la.


Continua...

06 dezembro, 2008

Um sonho

Nos teus braços encontrei um abrigo.
Em sua face pude ver um belo sorriso.
Nos teus olhos achei a esperança que me faltava.
Nos teus passos, meu caminho.
Na tua voz achei a paz tão almejada.
Nas tuas mãos o calor da vida.
Nos teus lábios senti o doce mel do amor.
No teu corpo eu me perdi para me encontrar em ti.
No seu sono velei tua beleza.
Mas quando do sonho acordei...
Não encontrei-te!

By: -S- (Eu acho)

Minha mulher, minha vida!

Certo dia parei para me lembrar do que me aconteceu há mais de dois anos sei que é bobeira, mas por mais feliz que eu esteja, por vezes sou assaltada por lembranças que preferia poder apagar definitivamente de minha cabeça.
Bom, vou contar-lhes do que estou falando:
Lembro-me perfeitamente do dia em que andava na praça perto da escola, uma pracinha meio que abandonada mas que eu gostava, era o único lugar que ninguém me enchia a paciência, em um determinado momento senti braços me segurando firmemente pela cintura, não sabia o que se passava e me desesperei, lembro do corpo em cima do meu, seus lábios tocando meu rosto, meus seios, suas mãos apertando-me brutalmente todo o corpo, quando gritei por socorro levei um doloroso soco na cara, ele me chutou e mandou-me calar a boca, fui o que fiz por algum momento, mas chorava, chorava de nojo, dor e medo, muito medo.
Não sei ao certo quanto tempo depois, numa ultima esperança de sair viva, pois já não me mexia mais, gritei por socorro novamente, ele me deu um tapa no rosto mandou-me ficar quieta e subia mais uma vez sobre mim, me sentia fraca de mais para qualquer coisa, para gritar, para revidar, ou até me defender, eu era apenas uma garota de 16 anos, quase 17, que completaria amanhã.
Não sei quanto tempo depois, sinto que tiram-no de cima de mim, não consigo ver nitidamente, mas vi na hora em que meu agressor caiu ao chão, e a hora que, segundo a minha deficiente visão pode ver, uma mulher aproximou-se de mim, na hora tive medo, mas não seria capaz de mover um músculo sequer, senti seus braços erguendo meu corpo, e como por encanto me senti protegida, senti que finalmente poderia fechar os olhos que há muito já não se mantinham de fato abertos.
1 semana depois: Acordei e não lembrava exatamente o que havia acontecido, vinha em minha mente alguns flashes que me fizeram ficar agoniada, derrepente a porta é aberta e pude ver o rosto emocionado de minha mãe vindo em minha direção, logo estava cercada de médico, enfermeiras e meus pais.
Deram-me alta 3 dias após a minha “volta a vida”, ninguém toca no assunto, tive de ir a delegacia reconhecer o criminoso, e para mim aquilo já era um choque, não saia mais de casa, meu pai me levava à escola e voltava sempre com a mãe e uma amiga que por vezes ficava em casa para me fazer companhia,nada adiantava, não queria sair, tinha medo, não queria conversar, passei a ter medo da minha própria sombra.
No fim do mês apareceu em casa visita inesperada, eu estava em meu quarto fazendo os deveres de casa quando minha mãe diz que tenho visitas, disse que não atenderia que estava ocupada, mas ela insistiu então resolvi descer e ver quem era. Não lembrava exatamente daquele rosto, mas não me era estranho, então minha mãe nos apresentou e conheci finalmente a mulher que salvou a minha vida, me senti estranha no momento, minha mãe saiu da sala, fui cumprimentá-la com um aperto de mão, coisa formal e tals, mas quando senti suas mãos na minha me veio um nó na garganta, um vontade de chorar e tal sentimento não passou despercebido por Waleska (nome da minha salvadora) que me puxou e deu-me um abraço apertado e protetor, era a pimeira pessoa com exceção dos maus pais qu se aproximava de mim de tal maneira, mas em seus braços, assim como no fatídico dia, eu me sentia segura, protegida, ficamos abraçadas por um tempo, me grudei à ela como uma criança indefesa gruda em sua mãe, chorei por longos minutos, sentia suas mãos em meu cabelo, me acariciando e sua voz suave em meu ouvido dizendo que estava tudo bem, que ela não deixaria mais nada de mau me acontecer, senti a sinceridade em suas palavras e aos poucos fui me acalmando, era a primeira vez que derramava uma lágrima após todo o ocorrido. Ela ficou comigo por mais um tempo, me desculpei pela maneira que a tratei á pouco tempo atrás sem nem ao menos conhecê-la e tudo mais, então ela me contou que morava ali perto, era da Advogada e viu um movimento estranho na pracinha, foi quando ela apareceu e me salvou, sou grata à ela eternamente, disse-me que seu nome era Waleska e que foi me visitar algumas vezes no hospital durante o meu coma e que não voltou antes para me ver pois eu precisava descansar, mais de 3 horas depois, após tomarmos café da tarde com minha mãe e sentarmos na sala para conversar ela se despede de nós, dei-lhe um abraço (isso estava se tornando contínuo com ela) e ela se foi.
Algumas semanas depois Waleska apareceu na porta da minha escola, me convidou para sair com ela mais tarde, idéia que fui descobrir mais tarde ser de minha mãe que percebeu que só me abria com Waleska, fiquei mio em dúvida, mas logo aceitei.
5h da tarde Waleska passa em casa, vamos à uma sorveteria no centro da cidade, a tarde estava quente e pelo jeito a noite também seria bem quente,conversamos sobre várias coisas, descobrimos vários pontos em comum.
_ Wal... posso chamar-te assim?
_ Claro mocinha
_ Então, é que tu me pareces como dizer, sem querer ser chata, mas tu me parece nova de mais para ser Advogada – disse eu já com as faces rubras pelo que havia falado.
_ rsrsrsrs...Obrigada, mas de certa forma não sou tão velha, tenha 27 anos, me formei á pouco tempo, mas já tinha trabalho garantido e tudo mais.
_ Humm....entendeu.
_O que foi querida, está se sentindo bem?
_ Não, quer dizer, estou bem, só estava pensando.
_ Sei pensando besteiras não é mocinha, acho melhor parar de pensar agora e comer seu sorvete, veja, já está derretendo!
_ srrsrs, pois é...
Voltamos a comer e conversar amenidades. Wal me deichou em casa e pela primeira vez depois de muito tempo m senti feliz e algo mais que naquele momento não queria pensar no que seria.

-- BREAK--
Só para constar, meu nome é Daniely, no momento tenho 19, quase 20 anos, desde os meus 15 anos me descobri APAIXONADA por mulheres, homens? Só se forem meus amigos, mais que isso nem morta. Meus pais sempre aceitaram numa boa.
= = / = =


Nossas idas aos lugares tornaram-se freqüentes Waleska me ajudou a ser menos fechada com as pessoas, retomar minhas amizades, eu riso era constante perto dela, ela me fazia feliz e todos notaram essa minha mudança

Certa vez, ao me deixar na porta de casa Waleska deu-me um selinho, coisa boba eu sei, mas me senti atiçada a beijar aquela boca que já vinha me torturando há muito tempo, mas aquele pequeno gesto me fez tomar coragem e colar meus lábios nos seus como há muito desejava, mas tinha medo, após alguns minutos nos beijando, não sei por quê me veio uma sensação estranha, imagens voltaram na minha cabeça como uma avalanche, e me assustaram, só o que consegui fazer foi fechar a porta rapidamente e subir para o meu quarto, deitei-me na cama e chorei, novamente, queria muito estar nos braços de Waleska mas tinha sempre a mesma sensação de medo, angústia, pavor que tive naquela terrível tarde.

6 meses depois, mais precisamente em Outubro. Sentia muita falta da minha ruivinha, desde aquel dia na porta de casa, aquele beijo Waleska nunca mais apareceu, me arrependo de tê-la tratado como tratei, por vezes ela m ligava e eu sempre pedia para dizerem que eu não estava, que estava ocupada, que não podia atender, depois de mais de 2 semanas ela desistiu de me ligar e me procurar, sabia que não era certo o que eu estava fazendo, mas eu tinha medo de me apaixonar por ela, agora, só eu sei a falta que ela me faz, soube que ela foi para outra cidade, fazer um curso, e que voltaria por volta destes dias, estava determinada, assim que ela voltasse eu iria procurá-la.

Numa quinta-feira no portão da escola na hora da saída, uma amiga me fala que havia alguém nos olhando de longe, perto de uma árvore, na hora eu gelei, mas derrepente senti que não devia ter medo, e virei discretamente e quando vi quem era quase caí dura no chão, não sei se susto, felicidade, meu coração batia tão rápido que pensei que me fosse fugir, a minha ruivinha estava bem na minha frente, linda, agora os cabelos eram um pouco mais longos, mas tinha um olhar triste, sem aquele brilho que por vezes me fez ficar viajando alheia a tudo a todos, saí rapidamente do grupinho de meninas que no qual me encontrava, fui correndo ao seu encontro, já na sua frente ao não sabia o que falar e pelo jeito nem ela, nos abraçamos e naquele abraço pude confirmar o quanto eu à amava, o quanto precisava daquele araço, do quanto precisava daquele sorriso, aqueles olhinhos verde brilhante e cheio de vida, do quanto precisava daquela mulher, ficamos abraçadas por um bom tempo, disse de maneira baixa, quase uma confissão:

_ Você não imagina como senti a tua falta!

_ Eu também fiquei com saudades!

Nosso abraço se desfez, vi aqueles olhinhos que eu tanto amo, marejado, quando um lágrima ousou cair, parei-a no meio do caminho com a minha mão, acariciei aquele rosto, macio e delicado como o de uma boneca de porcelana e falei num tom calmo e delicado:

_ Prometi que nunca mais fica longe de mim?

_ Pometo..rs

_ Eu te amo!

_ Também te amo! – disse ela com a voz embargada

Nos beijamos ali, de baixo daquela árvore que no momento tornara-se a única testemunha do nosso infinito amor.

Hoje quase três anos depois, estamos mais unidas que nunca, minha ruivinha está grávida, e ficou linda com aquele barrigão de 7 meses, sim, daqui três meses haverá uma menininha linda nesta casa, para nos tirar o sono e nos encher de alegrias.

Ainda hoje, por vezes sou assaltada por lembranças indesejáveis, mas então eu me lembro que para sempre eu terei a minha Waleska do lado me amando incondicionalmente.

Agora é melhor eu ir, não quero deixar minha mulher nervosa neh, por que nesse estado essa ruivinha nervosa fica uma arara, fala até pelos cotovelos!

Fui!

By: -S-