Tudo começou, quando conheci Fabiana, vocalista da banda da minha ex, uma garota super legal, educada, inteligente e conhecia muita gente do mundo artístico, nos tornamos grandes amigas desde então, e acho que ela é a única pessoa que me entende, salvo a minha ex, que acabou por se tornar uma grande amiga também.Em um certo feriado, Fabiana me chamou para ir a chácara de uma amiga, dizendo ela que teria muita gente interessante, e que eu precisava descansar um pouco e me divertir, enrolei um pouco, mas acabei aceitando o convite.
No dia nos dividimos, Fabiana, Luisa, Dan e eu no meu carro e Nanda, Pâmela, Guto e Vini no carro dele. No meio do caminho muita farra, risadas, o Dan era um verdadeiro palhaço. Chegamos à tal chácara por volta das 2h da tarde, e eu fiquei impressionada, por que ela era realmente linda.
Entramos e Fabi disse que o resto do pessoal, que eu não conhecia, estavam para chegar também, deixamos as malas na sala até o resto do povo chegar e podermos então dividir os quartos, Fabi mostrou um pouco da casa para nós, e logo de cara, se via que, a pessoa que o decorou, devia ter muito bom gosto. Nos trocamos, pegamos algumas cervejas, e fomos todos para a beira da piscina, esperar o pessoal chegar. Quase 2 horas depois o povo chegou, Fabi me apresentou a cada um ali presente, que não passavam de 2 pessoas, Gabriela e Pedro, mas o que realmente chamou minha atenção, foi a moça que estacionava o carro, ela estava descendo, e quando Fabi foi me apresentar a ela, ficamos as duas paradas, nos olhando, não sei exatamente por quanto tempo, mas para mim parecia uma eternidade, ela tinha os olhos mais lindos e hipnotizantes, um corpo maravilhoso, um rosto angelical, e se movia com tanta firmeza, mas ao mesmo tempo tanta delicadeza, “Pronto, era só o eu me faltava, me apaixonar por ma estranha.. Espera, me apaixonar? Aff Carolina, num dá de loca vai”
-Carol, esse daqui é a Lucyana, Lucy está é Carolina.
-Olá Carolina! – Disse ela, co o sorriso mais lindo do mundo.
-Oi Lucyana, pode me chamar de Carol se quiser!
-Claro, mas, por favor, me chame só de Lucy sim?!! Rsrsr
E então, assim começamos a conversar, ela era muito simpática, engraçada, super alto-astral, um tempo depois descobri que ela á a dona da Chácara, e que quem decorou foi ela mesma, então nosso assunto tomou este rumo, a decoração da casa, conversamos por horas, sobre várias coisas, nos conhecemos melhor, descobri que ela e Fabi, já tiveram um ‘namoro’ meio louco, logo quando se conheceram, mas depois se tornaram grandes amigas.
Na hora de dividir os quartos foi até que bem rápido, diga-se de passagem, ficou assim: Fabi e Luisa, Guto e Vini, Pâmela e Nanda, Pedro e Dan, Gabi e Eu, e Lucy no seu próprio quarto.
Depois de tudo resolvido, optamos por ficar envolta da piscina, bebendo e comendo. Lucy, me mostrou mais um pouco da chácara, o lago, a cachoeira, que é linda, as quadras, alguns dos poucos cavalos que tinha por ali.-Veja, esta é a Pipoca!
-Que linda! – era realmente linda – Mas, por que Pipoca?
-rrss. É que a ganhei quando tinha uns 10 anos, eu estava comendo pipoca, ela enfiou o focinho no pote e começou a comer a minha pipoca, então passei a chamá-la de Pipoca..
-ahUAHua... Égua esperta...
-Quer dar uma volta?
-Não, não sei andar de cavalo, tenho medo!
Ela subiu na égua, me esticou a mão:
-Vem... Prometo que não deixo nada de mal te acontecer!
Ela disse olhando nos meus olhos, segurei em sua mão, subi na égua, me coloquei at´ras de Lucy e segurei em sua cintura, sentia o calor do seu corpo, e era tão boa a sensação de estar perto dela... Ela começou de vagar, depois acelerou um pouco, nós já corríamos pela chácara, voltamos para onde estava Pipoca, descemos, ao dar as cotas para a égua, esta esfregou o focinho nas minhas costas:
-rsrs... Ela gostou de você!
-Ow, claro, desculpa garota, estava indo sem me despedir de você não é? – ela apenas relinchou, como se me entendesse - Pois bem, tchau, tchau menina, nos vemos ok!
-Desde quando fala com animais hem?
-Desde agora!
Fomos em direção a piscina, chegamos lá rindo, do que aconteceu, conversando, todos nos olharam, como se fossemos um espécie de aparições, mas durou pouco, logo voltaram a bagunçar de novo, Lucy subiu para seu quarto para tomar um banho e eu me juntei a todos:
-Ei garota, como conseguiu isso hem?
-Isso o que Nanda?
-Oras, se aproximar assim, tão fácil da nossa querida Lucy!
-Ow, quem te vê falando pesa que la é muita chata não!
-Não foi isso que eu disse sua malinha, é todos aqui, inclusive a Fabi, demoraam muito para ganhar a confiança daquela guria!
-Hum... – Fiquei um instante pensando – Não sei, acho que apenas nos entendemos logo de cara, só isso!
-Sei, te conheço mocinha, você quando faz essa carinha, é por que ta encucada com alguma coisa, não se esqueça que já fui sua namorada sim!
--rsrs... Oras, deixa de ser chata Nanda... Ma erra vai – disse rindo dela, realmente ela me conhecia muito bem –
Naquele dia fomos todos dormir cedo, por causa da viagem estávamos cansados.
No outro dia, eu acordei muito cedo, fui para fora da casa, e me sentei em uns dos balanços que tinham ali na frente, fechei os olhos e fiquei escutando o barulho dos passarinhos cantando e bem a fundo o barulho da cachoeira, depois de um tempo me senti sendo observada, me virei e dei de cara com Pedro, que se sentou ao meu lado e começou a puxar assunto:
-E então gata, gostando do lugar?
-Sim, é muito bom aqui neh!
-Sim, realmente, um paraíso isso aqui. Mas e você, não trouxe ninguém contigo pelo que vi, estou certo?
-rsrs... Sim, vim mesmo para dar um tempo, aproveitar a companhia dos amigos e tals!
-Hum, claro... mas e você e a Lucy, não rola nada, vocês pareciam se dar em!
-Sim, ela é uma ótima pessoa - Linda, carinhosa, alegre ‘pensei’ – mas, somos só amigas!
-Não senti firmeza nesse “só amigas”, mas tudo bem... Bom, vou entrar e deixar-te aqui, com seu sossego... rsrs – Ô mina gostosa, se der mole eu agarro..srrs -
-rsrs... Sim, nos vemos depois...
Todos acordaram por volta do meio-dia, claro, com a minha exceção e do Pedro... srsr.
De tarde, todos andavam pela chácara, Pedro decidiu ficar m pouco descansando, Lucy ficou, disse que ia preparar algo para todos comerem, assim que chegassem e eu fui tomar banho;
-Lucy, onde tem um banheiro, acho que vou tomar um banho, ta muito quente hoje... rsrs
-Claro... Bom, tem um aqui em baixo, naquela porta – apontou para uma porta ali perto-, Tem outro lá em cima.
-Acho que vou ao daqui mesmo... rsrs
Eu como curiosa que se preze, parei do seu lado para ver o que estava fazendo, di uma olhada de soslaio para ela ‘Como ela consegue ser assim tão linda?’, dei-lhe um beijo em seu rosto e sai para o meu banho, toda saltitante.
Peguei minhas coisas e fui para o banheiro, nem me preocupei em trancar a porta, só tinha nós mesmo.
Lucy “Como ela consegue ser assim, tão doce, tão delicada, parece uma criança, como eu gostaria de poder cuidar dessa ‘criança’, Deus, não posso me apaixonar, não, é um absurdo, até parece, eu apaixonada...”.
Entrei no banho, liguei o chuveiro e fiquei pensando na Lucy “Tem toda aquela pose de durona, mas sei a mulher meiga, doce que se esconde por trás de toda essa pose... ela é tão linda, será que eu to mesmo gostando dela? Ai senhor, me dá uma luz sim...”
-Hey, Carol, posso entrar? Estou apertado!
-Claro, entra Pedro. –Aff, por que justo nesse banheiro, mas tudo bem, o vidro do Box é escuro mesmo -.
-Valew gata – Meu deus, mas que corpo é esse, mesmo assim, meio embaçado pelo vidro, ainda é inda, e não é coisa da minha cabeça, não bebi tanto assim, pra estar vendo anjos, aff... é agora que eu agarro ela, vou mostrar como realmente se pega uma mulher -.
“Gente, como ele demora, já to me sentindo incomodada já...”.
Derrepente, o vidro do Box é aberto, Pedro entra e me empurra pra parede...
-Que isso... Pedro me solta, sai daqui...
-Cala boca gatinha, vou te mostrar como se faz o serviço!
Naquela hora senti o que é realmente ter medo, ele me olhava de uma forma estanha, senti ele abrindo o zíper da calça, senhor, não...-Pedro me solta!
Ele tentou me calar, me beijando, desviei da sua boca q comecei a gritar, rezando para que alguém escutasse, me lembrei nessa hora que só tínhamos nós e Lucy na casa, chorei, chore e gritei, quem sabe se ela me escutasse. Comecei a sentir o sexo dele roçando no meu e quando ele estava para dar a primeira estocada... escuto o barulho da porta se abrindo, num estrondo...
-Pedro, some daqui seu filho-de-uma-bacante...
Só o que eu vi, foi Lucy, afastando Pedro de mim, tirando-o do banheiro, meu corpo, já não agüentava mais, meu corpo foi caindo no chão, e eu apenas chorava, nesse momento um pessoal chegou, seguraram Pedro, e Lucy voltou correndo para o banheiro:
-Shii.. vai ficar tudo bem agora... eu to aqui, calma – Como me doía vê-la daquele jeito, tão desprotegida, ela se abraçava a mim, como quem procura abrigo, ficamos algum tempo assim, ela sentada no chão, comigo abraçando-a, a enrolei na toalha, peguei-a no colo e a levei pro meu quarto, deitei-a na cama, coloquei uma roupa confortável nela, e ali ficamos deitadas,por um tempo, até que senti que ela dormia em meus braços, fiquei mais um tempo observando-a, me levantei e fui para a sala -.
-Como ta a Carol?
-Calma Nanda, ela vai ficar bem, só precisa descansar, ela ta dormido... Cadê o desgraçado do Pedro?
-O que aconteceu aqui afinal de conta?
-... O Pedro, violentou, ou tentou violentar a Carol – Só de lembrar daquela cena, a Carol gritando e chorando, o Pedro a prensando na parede pronto para penetrá-la, me subia o sangue, queria mata aquele desgraçado – Cadê aquele maldito?
-Que coisa horrível... –Disse Fabi espantada – ela ta bem? Como ela ta?
-Ela vai ficar bem... Mas cadê o Pedro?
-Ele saiu de carro, saiu daqui como um animal... – Disse Gabi, entendo o porque do comportamento de Pedro -.
-Aquele desgraçado me paga!!
-Hey espera aí... você não vai fazer nenhuma besteira não, me ouviu? A Carol precisa de você agora... Entendeu-me bem dona Lucyana?
-...
-É verdade Lucy, acho que a única pessoa que a Carol vai querer ver aqui é você! –Afirmou Dan -.
-Ta, eu não vou fazer nada, por enquanto, mas se aquele... – parei de falar, assim que escutei um choro no andar de cima. Fui correndo ver o que tinha acontecido -.
Ao entrar no quarto, senti raiva do Pedro, muita raiva, mas sabia que tinha que ficar ali, do lado da minha pequena “Minha? Desde quando?”. Ela estava de bruços, com o rosto afundado no travesseiro, tentando abafar o choro...
-Shii... vai ficar tudo bem agora minha pequena, eu vou cuidar de você... – ela deitou no meu colo, me abraçando forte, como uma criança assustada se agarra a mãe -.
Ficamos assim por quase uma hora, não havia mais choro, apenas fungadas... deiheia um tempo sozinha e preparei algo para que comece... Depois de comer ela voltou a dormir. Eu desci e fiquei até tarde na sala com as meninas, voltei para o quarto, mas não tinha um pingo de sono, por volta da 4h da madrugada, Carol acordou, eu estava sentada numa poltrona ao lado da cama:
-Deita aqui, vai ficar dolorido se ficar aí!
-Não se preocupe, vou ficar bem...
-Nada disso... Vem, por favor. –Disse olhando nos meus olhos, esperando que eu deitasse ao seu lado, foi o que eu fiz, assim que me acomodei do seu lado, ela me abraçou e apoiou sua cabeça no um ombro – Obrigada meu anjo!- Disse isso e voltou a dormir -.
Fiquei acordada mais uns 40 minutos olhando-a e logo dormi.
Naquela manhã acordamos juntas praticamente, perguntei se ela queria que eu trouxesse o café para ela, me perguntou se ele estava lá, disse que não,que ele vai havia fugido, ela se animou a tomar o café conosco na cozinha. Aquele dia passou normalmente, ninguém tocava no assunto, apenas perguntaram se ela estava bem, ela afirmou e assim seguiu o dia, no fim da tarde, decidimos ficar no quintal, peguei o violão e formamos uma rodinha, na maioria ali, casais, Fabi com Luisa, Pâmela com Nanda, Guto com Vini, Sobrávamos nó, Carol, Gabi, Dan e eu.
Comecei a tocar o violão, e olhando no olhos da Carol eu cantei:
Ontem eu vi dentro do teu olhar
A luz que eu buscava em tanta gente mas eu nunca encontrava
Ontem eu vi em plena madrugada
O teu sorriso frouxo, o teu cabelo solto e as tuas mãos de fada
E como não me apaixonar?
Me diz, como eu posso (eu não vou) te deixar passar?
Pois mesmo se fosseuma estrela no céu
Eu pegaria o primeiro cometa
Pra bem pertinho te ver brilhar
Mesmo se fosse
Uma estrela do mar
Mergulharia mais fundo
Só pra peixinho virar
Pois quando estou apaixonada
Eu faço mágica (e música)
Ontem eu senti junto da tua carne
Uma energia rara, teu calor prepara pra o perfeito encaixe
Ontem percebi que minha pele fala
E ela gritou maluca! Vê se se desliga
Senão a gente frita
mesmo se fosse uma estrela no céu,
mesmo se fosse uma estrela no mar
a minha vida eu fiquei te esperando
agora não vou deixar você me escapar.
Assim que terminei, uma lágrima caiu de seus olhos, ela se levantou, e caminhou calmamente em direção ao lago... Levantei-me para ir atrás, até que a Nanda me parou:
-Hey, vai com calma ta... Mas relaxa, ela te ama!
Senti-me muito melhor para ir atrás dela após ouvir isso da Nanda!
Chegando perto do lago, à vi, abaixada, na margem do mesmo, olhando sua face refletida na água, fiquei a admirá-la por mais um tempo. – Tudo bem?
-rs... Tudo, tava só pensando?
-Posso saber em quê?
-Em tudo –Ela ficou um tempo em silêncio – no que aconteceu... Em você!
-Em mim?
-Sim, aliás, acho que tenho feito isso desde que cheguei aqui...rsrs
-... – Ela se levantou, foi até onde eu estava e parou a centímetros de mim -.
-Desde que nos conhecemos, não consigo te tirar da minha cabeça... Nem... Nem daqui! – Pego na minha mão e levou até sei peito, fazendo com que eu sentisse seu coração, tão descompassado quanto o meu -.
-Eu também... não consigo deixar de pensar em ti todo o tempo... Eu... Eu te amo! –sussurrei passando minha mão pelo seu rosto -.
Ela foi se aproximando, até sua boca ficar praticamente colada a minha e em um sussurro ela disse:
-Também te amo!
Nos beijamos, um beijo suave, delicado, mas cheio de urgência de sentir nossas bocas se unirem, de sentir o gosto uma da outra, o encontro das nossas almas. Quando nossas bocas se com muito custo, se separaram, ficamos um bom tempo abraçadas, apenas sentindo o calor do corpo, umas da outra, a presença, os corações voltando ao seu ritmo normal.
Pipipi.Pipipi.Pipipi.Pipipi...
Aff... Não posso nem terminar de sonhar direito!!
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