Era noite, o parque se encontrava escuro, e tanta neblina a fazia não enxergar muita coisa, mas pode ver vultos a rodeando, passavam rápido, ouviu risos, crianças rindo, se sentiu assustada, sentou no mesmo lugar e chorou por longas e torturantes horas, ela era apenas uma criança assustada. Muito tempo depois, os risos cessaram-se, os vultos continuavam a cercá-la, andou alguns metros chegando assim ao carrossel. Lá viu o que tanto lhe atormentava as noites, o sono, os sonhos, viu pessoas deformadas, gritando, agonizando, no centro uma mulher presa a correntes, nua, em seu olhar podia-se ver o desespero, mas também a excitação, homens nus lhe fodendo por completo, lhe penetrando cada orifício, tentou se virar, fugir daquele lugar estava com medo, apavorada, queria sua mãe, um colo, um abraço, queria terminar com aquele pesadelo, mas algo ou alguém a segurou fazendo com que não se mexesse, sentiu grandes unhas em seu rosto, descendo por seu pescoço, chegando aos botões se seu vestido florido, que se encontrava destroçado, esfarrapado e sujo, lhe tiraram o vestido, então ouviu risos insistentes, olhos em sua direção, a exposição de seu corpo, quis chorar, mas de seus olhos não saia nada além de um brilho enigmático e assustado, seu corpo nu, perfeito, como uma Deusa, pura, intocada, intacta, correu, tentou se esconder, fugir... Tudo em vão.
Até que então viu uma mão, um ser reluzente, evanescente, mágico, magnífico, acreditou em seus olhinhos de criança inocente, sua imaginação obrigando-na a encontrar uma saída, estendeu seus bracinhos e ao tocar naquela mão que se estendia para ela, se viu 12 anos mais velha, um corpo já formado, lindo, nua e... Intocado. Foi posta de frente ao espelho e lá pode ver-se como realmente, ou seria, não sabia ao certo, linda, presa e fudida.
Fim!
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