22 janeiro, 2008

Del Carmo!

Para Elise aquela era mais uma manhã como qualquer outra: Acordar, caminhar, chegar em casa e tomar banho, ir pro trabalho e voltar tarde pra casa e mesmo cansada entrar na Internet e ficar até tarde... Mas naquela manhã ela sentiu algo novo, como se algo bom fosse acontecer...

Saiu para sua rotineira caminhada e no caminho deu um encontrão com uma moça que também fazia caminhada distraidamente, fazendo com que esta caísse sentada no chão, Elise parou para ajudá-la e pedindo mil perdões ajudou a linda mulher se levantar, já em pé, as duas se fitaram por segundos que pareceram eternos, viu o quão linda era aquela mulher; ruiva, cabelos compridos meio enrolados, presos, corpo perfeito, olhos castanhos muito claros, boca vermelha, e tinha por volta de uns 26 anos; Elise se desculpou mais uma vez e continuou sua caminhada.
Chegando em casa foi direto para o banho e só conseguiu pensar na linda mulher em que tinha esbarrado durante a caminhada.

Foi para a casa de seu amigo e de lá seguiria para o trabalho com ele, mas Elise estava avoada, com a cabeça longe, enquanto Rafael falava com ela, ela pensava na linda ruiva de boca vermelha e olhos cor de mel. Chegaram no serviço abriram a sorveteria, perceberiam que aquele dia não haveria muito movimento, pois estava um tanto quanto frio, então resolveram dar uma geral no lugar. Quando estavam quase terminando o serviço e Elise lavava os pratos, Rafael avista de longe uma bela mulher e chama a atenção de Elise:
Rafa: Li, dá uma olhada em quem ta atravessando a rua!

Elise ao ver de quem se tratava, para tudo, não presta atenção em mais nada, vê apenas uma linda ruiva de cabelos soltos compridos e enrolados, caminhando pela rua com uma calça social super colada e uma blusa de frio também colada, o que deixava suas curvas mais perfeitas ainda...

Geeeente de onde saiu aquela DEUSA... Exatamente quem todos estão pensando, a ruiva que atropelei hoje de manhã...

Rafa: Ow Li, acorda pra vida menina!! Liiiiiiii!!!!
Li: Ah, oi Rafa, para de gritar poha, já te escutei...
Rafa: num parecia não o boca suja!
Li: Desculpa meu amor...Eheh...Rafinha, esse ruiva trabalha aí na loja da frente?
Rafa: Sim, por quê? Conhece?
Li: Hum... Não, nada não!
Rafa: Sei te conheço!
Li: Ai me erra Rafael!

Fui pra frente da sorveteria e fiquei lá sentada com o Rafa até dar a hora de sair. Não preciso nem falar que não parava de olhar pra loja, e acho que ela percebeu isso, mas não viu que era eu!
Resolvi ir até lá no final do expediente...

Fim do expediente, falei pro Rafa não me esperar que ia resolver uns probleminhas, ele foi pra casa e eu pra tal loja!

Entrei lá e não a vi, dei e cara com uma mulher bem mais velha que também trabalha lá, comecei a perguntar das roupas dali, enrolar pra ver se ela aparecia, até que ela sai de uma portinha que tinha nos fundos da loja, parece que foi automático, me virei e lá estava ela, nos olhamos por segundos, assim como de manhã, e ficamos sem saber o que falar, ela deu um sorriso um tanto tímido e falou para a mulher que me atendia, para deixar que ela mesma me atenderia... Geleeei!

Ruiva: Então, parece que nos encontramos de novo neh?!
Li: Sim, na verdade vi que você trabalhava aqui, eu trabalho na sorveteria aqui da frente e vi quando você chegava...Vim te pedir desculpas pelo ocorrido hoje de manhã... E também pra te ver!
Ruiva: tudo bem -- tava toda envergonhada com as bochecha vermelhinha!--
Li: Já falaram que você é muito linda!? Aposto que sim!
Ela ficou toda sem graça...
Li: bom, já que to aqui, que tal tomarmos alguma coisa assim que você sair, se não me engano você estava da saída não é?
Ruiva: sim, mas...
Li: Nada de mas, vamos, se não ficarei atrás de você eternamente até você aceitar!
Ruiva: Já te disseram que és muito insistente?
Li: Sim, vamos!

Fomos a um pequeno restaurante que tinha ali perto, nos sentamos e ficamos em silêncio por um tempo...
Li: então, não me respondeu! Já te falaram o quão lida você é?
Ruiva: rsrs
Li: Qual o eu nome?
Ruiva: Silvia Del Carmo e o seu?
Li: Elise Pyazackhi, mas pode me chamar de Li!
Silvia: Bonito nome, assim como você!
Li: srs, Obrigada... Hum... Então quer dizer que você trabalha na Del Carmo, suponho que seja da família, pelo nome!
Silvia: Sim, na verdade sou a Dona..rsrs
Li: Ow!

Ficamos mais uns 40 minutos conversando e quando fomos nos despedir, sem querer --querendo-- demos um selinho, até que foi bem inocente, enfim, nos despedimos e seguiu cada uma pro seu canto.

No outro dia, na sorveteria, como o movimento era pouco por causa do frio, sentamos Rafa, Fernando e Eu nas mesas e ficamos conversando, ou melhor, eles ficaram conversando, eu não parava de pensar na Silvia e de olhar para loja na esperança de poder vê-la, certo momento ela parou e saiu da Loja e ficou ali fora conversando com um moço, parecia brava, muito brava, ele segurou no seu braço, ela puxou rapidamente e continuou brigando com ele, fiquei apreensiva, preocupada, atenta ao que acontecia, até que ele dá um tapa no rosto dela, ela fica ali, estática e ele perece errependido, tenta abraçá-la e ela o empurra e sai de lá, vai para a pracinha que tinha ali perto, ele não a segue, apenas entra no carro e vai embora. Me levantei da cadeira em que estava e fui para o parque atrás dela, algo me dizia para ir lá e ficar do lado dela, os meninos não sabiam o que acontecia, estavam alheios a tudo, só ficaram observando.

Cheguei no parque e lá estava ela, cabeça baixa, descalça, os sapatos jogados de lado, cheguei ao seu lado e coloquei minha mão em seu ombro, ela não me pareceu assustada, olhou para mim e vi que estava chorando, sentei do seu lado e a abracei, ficamos um bom tempo assim, , eu a abraçava e dizia que estava tudo bem, afagava seus cabelos, suas costas, até que começou a ventar forte e ela estava apenas com uma blusa fina de linho, a levantei, ela colocou os sapatos e eu a levei até seu carro, sem deixar de abraçá-la, coloquei-a no banco do carona e disse que já voltava e que a levaria para casa!

Fui para a sorveteria, os meninos estavam de boca-aberta e sem entender patatifas, disse pro Rafa cancelar meu horário, pois sairia mais sedo, peguei minhas coisas e fui para o carro, ela não chorava mais, mas estava com um olhar distante, entrei no carro, ela me olhou como quem tenta ver a nossa alma, um olhar penetrante, uma lágrima caiu de seus lindos olhos cor de mel, sequei-a com a ponta do dedo, dei-lhe um beijo delicado nos lábios, como quem diz * Ta tudo bem agora! *, perguntei onde ela morava, e a levei para casa, estacionei o carro e ela pediu para que eu ficasse mais um pouco, disse que tudo bem e pedi para ligar pra minha casa, avisei que ficaria fora q não sabia que horas voltaria, que não me esperassem, ela tomou um banho, eu fiquei na sala, observando as fotos espalhadas pelo local, depois fui preparar algo para ela comer, não conhecia a casa nem nada, mas ela precisava comer algo, então o jeito era eu mesma fazer, ela saiu do banho e apareceu na cozinha de roupão, como ela era linda, com os cabelos molhados então, fiquei olhando-a um tempo mais e a chamei para comer um lanche que eu tinha feito e tomar um suco, ela disse não estar com fome, não insisti, mas pelo menos o suco ela deveria tomar, fomos para o quarto ela ligou o rádio,eu sentei em sua cama, ela deitou no meu colo, parecia uma criança indefesa, fiquei afagando seus cabelos e acabei pegando no sono também, acordei já era mais de 2 da madrugada, me ajeitei na cama e voltei a dormir com ela abraçada à mim, acordei por volta das 8 da manhã, ela ainda dormia, parecia bem mais calma, seu rosto bem mais sereno, fiquei admirando-a por um tempo, vendo como ela é linda, delicada, vi que ela começava a se espreguiçar, continuei olhando-a, ela abriu os olhos olhou para mim, seus olhos assim como os meus expressavam amor, fui presenteada com um lindo e luminoso sorriso acompanhado de um bom dia meio rouco, beijei-lhe ternamente os lábios e dei-lhe bom dia, ficamos na cama mais uma meia hora e nos levantamos para nos arrumar, afinal o tempo não para...

Na cozinha, ela estava encostada na pia, lavando alguma coisa, cabelos presos o que deixava a nuca exposta, de costas para mim, dei-lhe um beijo na nuca e a abracei por trás, ela suspirou, virou para mim e nos beijamos demoradamente, o beijo foi se tornando cada vez mais quente, fui puxando-a para o quarto, a deitei cuidadosamente na cama, colocando meu corpo por cima do dela e nos amamos pela primeira vez, mas era como se nos conhecêssemos a anos, sabíamos nossos pontos fracos e tudo mais.

Por volta da 11 horas fomos nos arrumar, passamos em casa, eu me troquei e fomos trabalhar...

Naquele dia cheguei no serviço com um sorriso de orelha a orelha, o Rafa até estranhou, contei para ele mais ou menos o que tinha acontecido, é claro, escondendo alguns detalhes...hehe...E desde então, todos os dias, vamos juntas ao trabalho, ás vezes sinto que alguém me observa, olho pra loja da frente e lá está a minha ruiva observando-me, com um sorriso lindo nos lábios, no fim do expediente fico na sorveteria conversando com o Rafa até dar a hora dela sair...

Aiai como eu amo minha ruiva!


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** História fictícia, com exceção de alguns fatos que são reais. Baseada numa certa pessoa que eu não sei o nome e trabalha na frente da sorveteria onde eu trabalho... Não, eu não estou com essa pessoa... heheh... Mas que ela é linda isso é verdade! **

04 janeiro, 2008

Inocência

Era noite, o parque se encontrava escuro, e tanta neblina a fazia não enxergar muita coisa, mas pode ver vultos a rodeando, passavam rápido, ouviu risos, crianças rindo, se sentiu assustada, sentou no mesmo lugar e chorou por longas e torturantes horas, ela era apenas uma criança assustada. Muito tempo depois, os risos cessaram-se, os vultos continuavam a cercá-la, andou alguns metros chegando assim ao carrossel. Lá viu o que tanto lhe atormentava as noites, o sono, os sonhos, viu pessoas deformadas, gritando, agonizando, no centro uma mulher presa a correntes, nua, em seu olhar podia-se ver o desespero, mas também a excitação, homens nus lhe fodendo por completo, lhe penetrando cada orifício, tentou se virar, fugir daquele lugar estava com medo, apavorada, queria sua mãe, um colo, um abraço, queria terminar com aquele pesadelo, mas algo ou alguém a segurou fazendo com que não se mexesse, sentiu grandes unhas em seu rosto, descendo por seu pescoço, chegando aos botões se seu vestido florido, que se encontrava destroçado, esfarrapado e sujo, lhe tiraram o vestido, então ouviu risos insistentes, olhos em sua direção, a exposição de seu corpo, quis chorar, mas de seus olhos não saia nada além de um brilho enigmático e assustado, seu corpo nu, perfeito, como uma Deusa, pura, intocada, intacta, correu, tentou se esconder, fugir... Tudo em vão.
Até que então viu uma mão, um ser reluzente, evanescente, mágico, magnífico, acreditou em seus olhinhos de criança inocente, sua imaginação obrigando-na a encontrar uma saída, estendeu seus bracinhos e ao tocar naquela mão que se estendia para ela, se viu 12 anos mais velha, um corpo já formado, lindo, nua e... Intocado. Foi posta de frente ao espelho e lá pode ver-se como realmente, ou seria, não sabia ao certo, linda, presa e fudida.

Fim!