23 dezembro, 2008

Continuação...

Quase um mês depois estávamos super juntas, por vezes saímos ela, Gustavo e Pablo (seus filho) e eu, íamos ao cinema no fim de semana, almoçamos algumas vezes em casa, eu adorava os meninos e eles aparentemente também já aviam se apegado á mim, uma vez, Pablo o mais quietinho, disse-me uma coisa séria até, mas engraçada por ser uma criança de apenas 4 anos me dizendo aquilo.
Foi numa tarde de chuva, em que os meninos estavam em casa, estamos deiados na minha cama, assistindo mais um filme, Gustavo havia dormido, mas Pablo mantinha-se assistindo o filme.
Pablo: Tia Flá!
Flá: Oi meu anjinho!?
Pablo: O que vai acontecer depois que a anjinha nascer?
Flá: Como assim meu amor, nós viremos pra casa, eu cuidarei da anjinha assim como a mamãe de vocês cuidou e cuida até hoje.
Pablo: Hum...

A partir daí ele ficou pensativo, quieto, percebi que algo o incomodava, só não sabia o que.
Flá: Por que meu amor? Algum problema?
Pablo: Você vai amar mais a anjinha do que nós! – El disse baixinho, quase não pude ouvir –
Flá: Não meu amor, eu vou amá-los igualmente, você são meus pestinhas lembra? Vou sempre amá-los, ninguém pode mudar isso ok?
Pablo: Hum... E a mamãe, ela também é pestinha?

Tive de me segurar para não rir da pergunta, afinal, eles não eram bobos nem nada, só não tinham noção suficiente do que acontecia, e no final das contas Alexandra também era minha pestinha, descobri nesse mês, que por trás daquela mulher séria da loja, existe uma criança, uma linda mulher, uma mãe maravilhosa, dedicada, carinhosa, zelosa, e uma namorada extremamente amorosa, sedutora, engraçada, chorona, forte. Eu passei a amar aquela mulher e os meninos de uma maneira absurda, foi tudo muito rápido, derrepente eu já estávamos morando todos juntos, conhecia até Alberto, o pai deles e ex-marido de Alex, ele foi simpático, não era lá muito bem humorado, mas foi educado, sacou na hora o que se passava entre eu e Alex, não impôs qualquer barreira, apenas falou para darmos uma boa educação aos meninos e cuidar bem deles, de um em um mês ele ia pegar os meninos em casa para passearem só eles. Enquanto divagava sobre tudo que acontecia, Pablo já havia retornado sua atenção a TV.
Flá: Querido...
Pablo: Oi tia!
Flá: Senta aqui perto da tia sim! – ele se aproximou e sentou no meu colo...rs –
Pablo: Que foi tia – disse ele mexendo no meu cabelo –
Flá: Meu amor, sobre o que você me perguntou, se eu amaria a sua mamãe como um de vocês. Na verdade, eu amo mesmo a mãe de vocês, ela é uma mulher maravilhosa, uma mãe espetacular, e eu vou sempre amar ela. Mas existe uma diferença entre o amor que tenho por vocês e pela anjinha e o que tenho pela mamãe de vocês. Você e teu irmão talvez sejam muito novos para entender isso, mas eu vou sempre amar a mãe de vocês e cuidar de nós 5, não importa o que aconteça.
Pablo: Eu sei tia, tem uma menininha lá na escola que tem três mães e um pai, por que a mamãe dela de verdade separou do pai dela, que nem a minha mamãe e casou com outra mulher por que elas se amam. Você e a mamãe também casaram? A anjinha é filha de vocês duas? E eu e o Gu, a gente pode te chamar de mãe também?
Alex: Meu Deus, quanta pergunta esse meu filhote faz, assim vai deixar a tia Flá lelé da cuca!

Nossa, nem ouvi a porta sendo aberta, quando vi Pablo já estava correndo para os braços de Alexandra. Ela o segurou em seus braços, deu-lhe um beijo e veio em direção à cama, me deu um beijo no cantinho da boca.
Alex: Oi meu amor, tudo bem?
Flá: Tudo e você?
Alex: Melhor agora. E aí, esses pestinhas te cansaram muito?
Flá: que nada, com esse tempo, ficamos assistindo TV o dia todo...srsr
Alex: Bom, vou tomar um banho e já venho juntar-me a vocês!
Flá: Ok. Enquanto isso vou fazer algo para comemos.
Alex: Nada disso, você vem comigo!! Depois pedimos algo para comer.
Flá: Ta neh, e eu sou loca de recusar um convite destes?!!
Pablo se distraia com a TV e nós fomos ao nosso rápido banho, ta, talvez não tão rápido.


Continua...

20 dezembro, 2008

continuação...

Ao sair da cama peguei uma roupa e fui tomar banho, terminei e ela ainda não havia acordado, por um tempo fiquei contemplando toda aquela beleza deitada em minha cama. Fui para a cozinha preparar algo para comermos, sabia que em pouco tempo ela acordaria e provavelmente com fome.
Fiz um suco e coloquei algumas coisas na mesa para comermos, enquanto ela não acordava, fiz o que já me era de costume, pegar um suco e ir pra sacada, lá fiquei pensando em tudo que havia acontecido, no abraço, no fato de dormirmos juntas, as coisas inusitadas que aconteceram, como o comportamento estranho de Alexandra, a repentina aproximação dela, seus carinhos, seus olhares, o jeito que me tratou antes de deitarmos, era tudo novo para mim, bom mas assustador, não tinha segurança de nada, não sabia até quando aquilo ia durar, se ela acordaria e me trataria como ontem de noite ou como sempre me tratava na loja, ela, naquele momento, me era uma incógnita.
Fui tirada de meus pensamentos por uma voz rouca e gostosa dizendo um bom dia preguiçoso, aquela mulher era definitivamente encantadora, e estava ali, na minha frente, parecia uma criança com o cabelo um pouco bagunçado, o rosto de quem acabou de acordar mas está morrendo de preguiça, parecia uma criança com aquele camisetão, porém o corpo bem delineado e as pernas malhadas a mostra me lembravam que aquela era a mulher pela qual eu sempre fui apaixonada.
Flá: Bom dia! Fim o café para nós. Vem!
Fomos para a cozinha e chegando lá nos servimos, pairou sobre nós um silêncio incômodo, constrangedor, talvez ela estivesse arrependida do seu comportamento e eu tinha medo de confirmar esta suspeita.
Terminamos nosso café, comecei a colocar a louça na máquina, ela me ajudava, mas até então nenhuma palavra que não fosse aquele simples “bom dia”.
Terminamos de arrumar as coisas, ela foi se trocar e eu fiquei deitada no sofá de olhos fechados, pensando no que aconteceria agora.
Alex: Você está bem?
Flá: Oi, sim estou, só um pouco cansada – falei abrindo meus olhos vagarosamente e olhando para ela que já se aproximava para se sentar perto de mim –
Alex: Imagino...
Flá: Alex... Quanto ao que aconteceu ontem.... – alguém precisava começar aquela conversa, se ela não começava, começo eu –
Alex: Por favor Flá, deixa eu te falar uma coisa primeiro...
Percebi que ela estava meio receosa de falar, fosse o que fosse eu estava tensa com o que viria pela frente.
Alex: Flaviany, t6alvez você tenha percebido, talvez não por eu conseguir ser sempre bem... fria em relação a você, mas desde aquele dia, naquela festa, minha única vontade era ficar com você, te evitei durante muito tempo, todas as vezes que você ia na loja eu me distanciava, ficava fria contigo, tudo para você nunca perceber que eu gosto de ti. Na verdade existem dois motivos para eu não ter lutado por ti, o primeiro porque eu não aceitava o fato de que tinha me apaixonado por uma mulher e o segundo é que como sabe, sou casada e tenho dois filhos, minha vida sempre foi muito normal, se é que me entende, nasci no interior, vim pra cá para estudar, conheci o meu marido, namoramos, me casei com ele há cinco anos e hoje tenho dois filhos de 3 anos e uma vida profissional de dar inveja em muita gente. No entanto, eu sinto, sei que falta alguma coisa, uma coisa que eu pensei sentir pelo Tiago, mas que com o tempo foi esfriando, ele se tornou apenas o meu marido e o pai dos meus filhos, nada mais. E eu não quero passar o resto da minha vida infeliz por não ter lutado pela minha felicidade, minha carreira eu sei que não vai pro água á baixo caso eu faça o que eu quero, e meus filhos, bom, vão continuar sendo meus filhos é só uma questão conversar com eles, sei que não estão felizes com a vida que estamos levando, passam muito tempo longe de mim, meu marido nem fica em casa direito, ta tudo um inferno, mas eu faço de tudo para mantê-los do meu lado e dar de tudo a eles. Mas eu sinto que se quero ser mais feliz e transmitir toda essa alegria a eles eu tenho q começar batalhando pelo que eu quero, eles entendem que a mãe deles não está feliz como está.
Flá: Alex... – Ela não me deixou continuar, percebi que estava um tanto quanto emocionada -
Alex: Por favor Flá... Se não perco a coragem (rsrs)... Meu marido e eu estamos nos separando, e vendo qual a melhor maneira para que os meninos não sintam tanto pela separação, eles são espertos, sei q vão entender. Com toda essa parte “resolvida” comecei a repensar no que andava fazendo, ignorando uma pessoa que meu coração dizia que gostava mas minha mente insistir em impedir-me de gostar. Pensei que com o tempo eu pudesse te esquecer, que fosse coisa de momento, que fosse curiosidade apenas, mas isso não passou e hoje eu tenho certeza que nunca vai passar.
Neste momento ela se levantou e foi para a janela, mas antes vi uma lágrima teimosa escorrer por sua face.
Alex: Eu... eu não sei mais o que fazer, eu me acostumei a ser quem sou, me adaptei com as coisas simples, nunca me imaginei amando uma mulher, e quando te vi pela primeira vez naquela loja, logo que entrei, foi...foi como se... eu precisasse de você, precisasse do seu abraço ou que você pelo menos me olhasse, me apaixonei por esse sorriso de muléca, esse olhar que nos despe até a alma, esse jeitinho meigo, alegre, sério, brincalhona, me acostumei a sua presença, mas você nunca nem tinha me reparado... Até aquela festa. Hoje eu estou aqui, na tua casa, na casa da mulher que eu amo, que está grávida, que dormiu do meu lado hoje, no entanto, eu... eu tenho medo...
Á este ponto ela já chorava copiosamente, me levantei e fui até ela, ela me olhou nos olhos e pude ver o medo e a insegurança estampados nos olhos dela, mas também pude ver o amor naqueles olhos que me atormentaram por meses. Abracei-a fortemente, e a levei colada ao meu corpo até o sofá, lá sentamos, ela ficou abraçada a mim, e eu nada disse até que seu pranto se acalmasse.
Eu sorria, boba, feliz, não gostava de vê-la naquele estado, me doía vê-la chorar, mas ela havia acabado de dizer que me ama, eu faria de tudo pra fazer essa mulher feliz ao meu lado.
Ficamos uns 15 minutos abraçadas, Alex já estava mais calma, não chorava mais, apenas mantinha-se deitada, com a cabeça apoiada em minhas pernas, eu acariciava seu cabelo suavemente, pensei em tudo que ela havia dito ali há instantes atrás. Estava na hora de tomar uma decisão, e eu já sabia o que queria.
Flá: Alex... eu não sei bem o que te dizer... Posso estar sendo egoísta, mas estou feliz pelo que você me disse, não pela situação em que se encontra de fato, mas por que agora sei que não amo sozinha. Eu sempre te amei, desde a primeira vez que te vi, antes mesmo de você entrar na loja. Você não sabe, mas sou eu quem seleciona quem entra naquela loja, a Sam nunca teve paciência para isso, quando vi aquele currículo, fiquei surpresa, como uma pessoa tão nova podia ter tão boas indicações, quando vi a foto no computador, depois da sua entrevista, me apaixonei, foi simples assim, mas você nunca nem olhava para mim. Depois fiquei sabendo que era casada, tem dois filhos e resolvi simplesmente deixar de pensar que algo poderia acontecer entre nós, comecei a namorar, o que não durou nem dois meses, afinal não sou do tipo que namora uma pessoa pensando em outra, e eu só tinha olhos, pensamento e sentimentos por você. Muita coisa aconteceu este ano e eu me afastei tudo e de todos, até mesmo da Sam, não suportava mais ir à loja e ver você me tratando tão fria, não queria mais vê-la por que de certa forma machucava pensar que a pessoa que eu amo tinha outra pessoa que a fazia feliz. Sam começou a vir aqui, mas eu estava extremamente desanimada de tudo. Os meninos tentaram me animar, mas só passei a me animar um pouquinho que seja de uns dois meses pra cá.
Eu chorava, só de lembrar tudo que tinha passado desde uns 3 meses antes de descobrir essa gravidez. Já não conseguia mais falar nada, chorava por tudo, pelo tempo longe dela, pela frieza que me tratou por tantas vezes, pela maldita festa na qual eu havia ficado grávida e chorava por estar super cansada de tudo aquilo.
Desta vez foi ela quem me “consolou”, me abraçava, beijava-me o alto da cabeça e dizia-me que ficaria tudo bem, que ela estaria do meu lado, pedia-me desculpa por tudo.
Nunca havia me permitido falar á ninguém tudo que se passava comigo, menos ainda chorar na frente de alguém, quem diria com Alexandra, era tudo inusitado e tão bom.
Quase 15 minutos depois, olhei para seu rosto, molhado de lágrimas, assim como o meu, vi em seus olhos todo o amor que nunca tinha visto naqueles olhinhos tão azuis, pousei minha mão em seu rosto, acariciando levemente aquele rosto tão delicado e expressivo, nossos lábios foram se aproximando vagarosamente, tocaram-se numa carícia delicada, que foi logo se tornando exigente, faminta, sou mão acariciava-me a a nuca, estava tudo perfeito, se não fosse alguém se manifestar na minha barriga, dando-me uns belos de uns chutes, parece até que entende neh, paramos de nos beijar e acabamos por dar risada da situação, sim, meu lindo bebê estava com ciúme, afinal de contas só eu tinha recebido atenção até agora. Estávamos sentada, Alex se ajoelhou na minha frente, beijou minha barriga e depois acariciando-a pude escutar ela dizendo: “Eu vou cuidar de você pequenina, farei de tudo para faze-las felizes”, deu mais um beijo na minha barriga e olhou-me com um sorriso feliz, não pude segurar uma lágrima que desceu de meus olhos parando em meus lábios, mas esta era de mais pura felicidade.

Continua...

17 dezembro, 2008

continuação...

No meu aniversário os meninos resolveram fazer uma festinha simples, só com nossos amigos mais próximos, na verdade, uma grande bagunça na minha casa, eu já estava de 7 meses. Durante a tarde Julio e eu fomos ao shopping, passamos na loja de Samantha, compramos alguns sapatos e ficamos um tempo de papo com a Sam. Houve uma hora em que Sam e Julio foram conversar e eu fiquei vendo algumas bolsas na vitrine, neste meio tempo não vi que alguém se aproximava de mim.
Alex: Oie.
Flá: Ah..oi, tudo bem?
Alex: Hei calma, não precisa se assustar.... Tudo bem e você?
Flá: Bem obrigada... desculpa, estava distraída.
Alex: Tudo bem... e o Bebê, como está?
Flá: Vai bem, agitado que só ele..srs – Sim, eu estava sem graça, não sei nem por que, mas o fato dela estar me tratando bem me deixou “balançada”, via que ela estava um tanto tímida no começo, mas logo começamos a conversar. –
Flá: Nossa, quer dizer que tens dois filhos?
Alex: Sim..srsr... deve me achar uma velha neh!
Flá: Lógico que não, tu és linda, nem parece que teve filhos, tem um corpo maravilhoso... – Ops, acho que não era para eu ter dito isso, caramba, eu e minha boca grande –
Alex: humm..obrigada
Flá: Que isso – Que lindinha ela toda sem graça –
Alex: Bom, eu vou lá.. atender o cliente.
Flá: Claro, até mais!
Alex: Até!
Voltei a fitar a vitrine, mas estava com o pensamento naquela mulher, desde o dia que passei mau que ela me tratava de maneira diferente, mais educada, me arriscaria até a dizer que com mais atenção.
Sam: O que foi aquilo?
Flá: Puta que pariu Sam, que me fazer perder o filho?
Sam: Foi gatinha, mas o que tava rolando aqui hem? Vi você e a Alex no maior papo!
Julio: Verdade, pode ir contando tudo!
Flá: Gente, vamos parar, não é nada que suas cabecinhas podres estão pensando.
Rick: ta bom!

Finzinho de tarde, e Rick, Fabi, Julio já estavam em casa terminando de arrumar algumas coisas para reunião e os convidados iam chegando aos poucos, minha surpresa foi ver Samantha e Douglas chegando acompanhados de ninguém mais ninguém menos que, Alexandra.
Minha surpresa foi tão grande que nem falei nada, só os vi entrando em casa e Sam puxando Alexandra pela mão:
Sam: Oie querida, você está bem? Está pálida, precisa descansar.
E a filha da puta ainda tira uma com a minha cara!
Flá: Ah, oi Sam, Douglas. Olá Alexandra! – Sim, eu estava um tanto quanto “perdida” ali –
Sam: Oie minha linda. Bom, espero que não se importe, mas tomei a liberdade de trazer Alexandra conosco.
Flá: Que isso amiga, Fique á vontade Alexandra. Bom pessoal, tem bebida na geladeira, qualquer coisa é só me chamar, vou ali falar com Julio.

Meu Deus!!! Eu quase tive uma parada cardíaca na frente daquela mulher, como pode ser tão linda assim?! E estava ali, na minha casa, no meu sofá, conversando com os meus amigos. Sei que é uma mega falta de educação o que fiz, que deveria ter mostrado a casa pra ela e tals, mas eu não podia ficar muito tempo perto daquela mulher.
Lá pelas 2h da madrugada um pessoal começou a ir embora, ficamos: Douglas e Julio, Samantha e Eduardo (namorado da Sam), Fabiano e Ricardo, Alexandra e Eu.
Samantha estava sentada no sofá maior e eu deitada com a cabeça apoiada em seu colo, Douglas e Julio estavam num puff no chão, abraçados, Edu e Alexandra estavam sentados no chão e recostados no sofá onde eu estava com a Sam, e Fabiano e Rick estavam num sofá de dois lugares.
Sam: Olha o bebê ta chutando!!
Flá: srrs... Pois é, ele sempre se agita um pouco por volta das 3h!
Julio: Chiiii... Já vi que alguém terá longas madrugadas em claro!..hihih
Flá: ahahha... Nem brinca, mas ele fica uma meia hora nessa agitação e logo volta a sossegar.
Douglas: Olha, se continuar assim, seja menino ou menina, será um bom jogador de futebol...ahUAHuha
Sam: Olha Alex, coloca a mão aqui!!
A Alex que até então me olhava de maneira acho que carinhosa, sim exatamente, estranho mas ultimamente ela estava tão mudada, passou a me olhar com dúvida, como quem pergunta se pode colocar a mão na minha barriga.
Flá: Vem cá, dá sua mão!
Peguei em sua mão e pousei-a no local onde o bebê chutava, sem perceber minha mão continuou sobre a sua, não percebi mas intimamente sabia que todos na sala nos olhavam como que se não entendessem nada.
Sentia sua mão, macia e quente, a acariciar minha barriga, foram poucos minutos que para mim eram mágicos.
Sentia que ela estava abrindo espaço para que eu me aproximasse, vi que se eu quisesse alguma coisa, deveria agir.
Sam: Gatinha, deixa eu levantar, vou pegar algo pra beber?!!
Flá: Ahh Sam, deixa que os meninos pegam, ta tão bom o cafuné! –Falei de olhos fechados –
Sam: Não seja por isso. Alex senta aqui vai, continua mimando essa moça aqui, que vou pegar algo para nós!
Foi tudo rápido, minha amiga é uma trambiquera de primeira, levantou, puxou Alexandra, quando vi já estava com a cabeça no colo da Alexandra e Sam já estava na cozinha.
Senti Alexandra tensa logo que sentou, fiquei meio sem graça, claro, mas não perderia a oportunidade, como sempre fiz com a Sam, peguei em sua mão e pousei sobre minha cabeça, no começo senti um cainho tímido, como se tivesse medo do que fazia , para logo depois sentir seus dedos acariciando-me calmamente os cabelos e brincando com algumas mechinhas.
Fez-se um silêncio absurdo naquela sala, apenas se ouvia o som da música baixinha, estavam todos entretidos com seus respectivos namorados e eu me sentia no paraíso com aquele cafuné.
Estava cansada e não sei em que momento acabei pegando no sono, quando abri meus olhos senti um par de olhinhos azuis olhando-me com um brilho que me encantou, dei um sorriso tímido e ela acariciou meu rosto, pensei que estivesse sonhando, ninguém prestava atenção em nós duas, o que nos deixava de certa forma mais á vontades. Fechei os olhos para sentir e grava aquele toca tão macio, tão gostoso e que esperei por tanto tempo, mas que no entanto já havia perdido as esperanças de senti-lo.
O encanto só foi quebrado quando o chato do Julio levantou de sopetão dizendo que ia embora. Nisso todos começaram a ir embora, eu nunca fiz questão de levantar para eles irem, agora menos ainda. Mas quando Sam disse que ia embora e Alex disse que iria junto, me levantei para me despedir delas e fechar a porta, mas não sei, talvez tenha levantado rápido de mais e fiquei com tontura, se não fosse Alexandra com certeza iria bonita pro chão, as meninas ficaram mais uma meia hora, Sam insistia em ficar lá comigo, mas eu sabia que ela tinha compromisso logo cedo, e bom, já estava me sentindo bem, foi coisa passageira, foi quando para minha surpresa Alexandra se ofereceu para ficar, Sam se antecipou a minha resposta e começou a sair de casa, “Eu mato essa cachorra, Samantha Ávila você me paga sua tranqueira”.
Fiquei meio sem graça com a situação, mas já que ela estava ali, restava-me acomoda-la neh.
Flá: Hum... Desculpa o transtorno, na verdade a tranqueira da Sam não precisava ter feito todo esse drama, vê, já estou bem... rsrs
Alex: Que isso, eu fico, não tenho nem um compromisso para amanhã, sem problema.
Flá: E seus filhos?
Alex: Estão viajando com o pai, foram á uma chácara.
Flá: Ok... Vem, vou te mostrar o quarto de hospedes.
Mostrei o quarto, lhe emprestei uma roupa e disse que se quisesse poderia tomar um banho, e foi isso que ela fez.
Enquanto ela tomava banho, fui para a cozinha, peguei um suco na geladeira, fui para a sala e fiquei encostada na janela vendo que a noite já não era mais tão escura, não haviam mais estrelas no céu e principalmente pensando em tudo que havia acontecido hoje.
Estava perdida em meus pensamentos quando senti uma mão delicada em meu ombro, não ousei virar-me, sabia que era Alexandra, ela postou-se ao meu lado sem nada dizer, apenas olhava para a rua, como que tentando achar respostas.
Senti seus dedos entrelaçarem-se aos meus, olhei para nossas mãos para ter certeza de que meus sentidos não me enganavam, vi nossas mãos unidas, ela não se mexia, estava perdida em pensamentos lá fora.
Alex: Vem, você precisa descansar!
Não disse nada, apenas deixei que me guiasse a meu quarto, eu já estava realmente cansada, deitei-me e ela sentou ao meu lado, seu comportamento era de fato estranho, mas não disse nada, não queria estragar aquele momento. Ela se sentou ao meu lado, me aproveitei da aproximação e encostei minha cabeça em suas pernas, ela me acariciava o cabelo calmamente. Acho que tínhamos medo de que o encanto se acabasse e num piscar de olhos tudo o que ali estava acontecendo se esvaísse e não passasse de um sonho, então nada dizíamos, nossos olhos e gestos falavam por nós.
Não sei quanto tempo ficamos ali, mas quando abri meus olhos, ela dormia recostada na cabeceira da cama, açodei-a apenas para á fazer deitar direito na cama, ao meu lado, ela ameaçou levantar e ir para o quarto reservado á ela, mas segurei em sua mão olhando-a com um olhar pidonho, que dizia que á queria ali, ao meu lado, ela se deitou comigo, deitei minha cabeça em seu braço e assim dormimos, até umas 14h.
Acordei com seus braços me rodeando e uma de suas mãos sobre minha barriga, “Deus, como sonhei com essa semana, e agora aqui estou eu, sem saber nem o que fazer. Vou levantar e preparar algo para comermos!"

Continua...

16 dezembro, 2008

Sem título!

Acordei sentindo uma dor incomoda no abdômen, não! Não era dor de barriga, dor de barriga é uma coisa, no abdômen é outra, são dores distintas. Mas isso não vem ao caso, mas acontece que fiquei um bom tempo na cama me concentrando em levantar-me, precisava tomar banho e me trocar para ir ao trabalho, passava das 7:00h quando enfim levantei, tomei um banho correndo e me arrumei mais rápido ainda.
Dia normal no escritório, exceto pelo incomodo ainda no abdômen.
Umas semanas depois, achei que estava engordando, mas não sei por que se eu nem comia direito, me pesei e realmente, tinha ganhado uns quilinhos...hhihi...
Ricardo e Fabiano também acharam que eu havia engordado, acabei indo ao médico, disse sobre a dor de um mês atrás, ele me levou a sua sala, fizemos um ultra-som e segundo ele eu estava grávida.
Flaviany: Impossível eu estar grávida Dr.
Dr. Julio: Pois é querida, parabéns, estás de uns 2 meses no máximo!
Flaviany: Parabéns? Grávida? Não, eu não estou grávida, afinal, estaria grávida de quem, do espírito santo?
Dr. Julio: Flá, seu senso de humor é contagiante – Já falava ele tirando uma com a minha cara –
Flaviany: Julio, para de graça caramba, o assunto é sério droga, você sabe muito bem que é humanamente impossível eu estar grávida. Oiiii sou lésbica e não vou pra cama com alguém desde que terminei com a Taís!
Dr. Julio: Ta, calma amiga, vamos fazer uns exames mais, mas é quase certeza que tu está grávida!

Juro que fiquei apavorada com a notícia, eu? Grávida? Impossível, só se for realmente do espírito santo, ta havia ido pra cama com um carinha neste meio tempo, há uns 2 meses, ele me dopou e eu fui quase que desmaiada pra cama, só lembro de ter acordado no outro dia com uma baita dor de cabeça, nua e... sentindo-me extremamente mal.
Mas eu não podia estar grávida, não deste modo, não de alguém q nem sabia quem era, não, definitivamente não podia estar grávida!

Julio é meu amigo desde que me conheço por gente, se formou há 3 anos em ginecologia e obstetrícia, é um amor de pessoa, mas por vezes palhaço de mais, é casado há mais de 2 anos com Douglas.
Fiz os exames que Julio havia me pedido o mais rápido possível.
Na segunda feira voltei ao consultório e lá estava ele me olhando com cara de mistério:
Dr. Julio: Então, trouxe os exames que pedi?
Flá: Claro, olhe...
Dr.: ...
Flá: Então, suas suspeitas estavam erradas não é? ... Julio, fala logo, ta me deixando nervosa!
Dr.: Então, seus exames deram positivo, tudo indica que vocês está grávida querida.

Depois de muito falar, voltei para casa perplexa, e tentando ignorar o fato de estar grávida de um desconhecido, e esse filho ter sido feito de maneira “suja”, mas é impossível ignorar um fato destes.
Quase dois meses depois de toda essa loucura e eu já estava com uma barriga de pelo menos uns 4 meses.
Eu estava preocupada, com razão, Ricardo, Fabiano e Julio também, passei a fazer consultas periódicas com Julio, mas parecia estar tudo normal.
Certo dia, Ricardo e eu fomos ao shopping andar, ele queria me distrair. Muitas pessoas me olhavam de boca aberta, me senti até um ser de outro mundo.
Flá: Que tanto esse povo olha hem?
Rick: Mona querida, não faz nem 5 meses que esse povo te vê no shopping, o mundo todo sabe da sua “preferência” e agora tu aparece aqui com esse barrigão, quer o quê?
Flá: Ta, já entendi, sou uma aberração, ta ok!
Rick: Não coloque palavras na minha boca!
Flá: srsr... ta, vamos comprar uns sapatos sim, quem sabe me animo um pouco!

Chegamos à minha loja predileta, conhecia a todos ali, e por isso talvez, tenha causado tanto espanto, todos vieram e perguntaram sobre o bebê, de quantos meses estava e coisa e tal, dei uma desconversada e fui ver meus tão amados sapatos. Nunca me dei bem com aquela gerente, há alguns anos atrás era apaixonada por ela, até levar um fora que nunca vou me esquecer, apesar dela ficar sempre me olhando quando ia lá, sentia que ela tinha medo de se envolver. Neste dia não foi diferente, mas ela me olhava com espanto e admiração ao mesmo tempo, o espanto eu já até imagino o por quê, mas a admiração me era novo naquele olhar que eu tanto amava.
Comprei as coisas e fiquei um bom tempo ali conversando com alguns funcionários e com Samantha que era a dona da loja e minha amiga.
Flá: Sam, o que deu na Alexandra que não para de me olhar?
Sam: Não sei amiga, ela ta estranha desde que você entrou aqui!
Rick: Pois é, também reparei, ta te olhando muito, mais que o normal!
Flá: Ela vem vindo, vamos Rick, não quero escutar desaforo dela!
Sam: Nem pensar! Vocês ficam! Ela que se atreva a tratar-te mau meu anjo!
Flá: Sério Sam, vou indo, to...
Alexandra: Samantha o Felipe quer falar contigo!
Sam:Oi Alexandra, já vou falar com ele. Bom, acho que você já conhece a Flaviany e o Ricardo não é?
Alex: Sim conheço, olá, tudo bem?
Flá e Rick: Sim e você?
Alex: Bem obrigada!
Sam: Alexandra fique aqui com eles um minuto sim, vou ver o que o Felipe quer!
E Sam saiu deixando-nos acompanhados de Alexandra, sua presença de fato me perturbava e Rick tinha conhecimento disso. Durante um tempo um silêncio predominou até eu sentir uma dor torturante na barriga. Encostei-me em Ricardo apertando-lhe o braço e quase chorando de dor, automaticamente Alexandra segurou em meu braço e me sentou-me em um sofá atrás de nós. Ricardo foi pegar um copo d’água e avisar Sam para que ligasse para o Julio, enquanto isso Alexandra me fazia companhia, ficou atrás de mim para que me apoiasse em teu corpo, aos poucos a dor foi passando, minha respiração voltando ao normal e eu voltando a realidade, senti um par de olhos azuis olhando-me preocupadamente e logo tentei levantar-me dizendo que estava tudo bem, mas foi em vão ao tentar levantar fiquei tonta a Alexandra segurou e fez-ma sentar novamente, nisso Rick e Sam vinham em nossa direção, minha mão que estava até então entrelaçada nas mãos de Alexandra soltaram-na de imediato, ela percebendo a aproximação dos dois recobrou seu ar indiferente e frio, mas eu podia ver em seus olhos a preocupação.
Depois desta cena voltei para casa e fiquei o resto da tarde com Ricardo. Julio foi em casa, ver como eu estava e marcamos uma consulta para o outro dia.
As dores não tinham nenhuma causa aparente, minha gravidez estava caminhando perfeitamente, pensei em abortar algumas vezes, contei o que aconteceu ao Julio, ele disse que se quisesse eu poderia abortar, mas sempre fui contra o aborto, se meu destino era ter aquela criança então que à tivesse, condições eu tinha para tê-la.


Continua...

06 dezembro, 2008

Um sonho

Nos teus braços encontrei um abrigo.
Em sua face pude ver um belo sorriso.
Nos teus olhos achei a esperança que me faltava.
Nos teus passos, meu caminho.
Na tua voz achei a paz tão almejada.
Nas tuas mãos o calor da vida.
Nos teus lábios senti o doce mel do amor.
No teu corpo eu me perdi para me encontrar em ti.
No seu sono velei tua beleza.
Mas quando do sonho acordei...
Não encontrei-te!

By: -S- (Eu acho)

Minha mulher, minha vida!

Certo dia parei para me lembrar do que me aconteceu há mais de dois anos sei que é bobeira, mas por mais feliz que eu esteja, por vezes sou assaltada por lembranças que preferia poder apagar definitivamente de minha cabeça.
Bom, vou contar-lhes do que estou falando:
Lembro-me perfeitamente do dia em que andava na praça perto da escola, uma pracinha meio que abandonada mas que eu gostava, era o único lugar que ninguém me enchia a paciência, em um determinado momento senti braços me segurando firmemente pela cintura, não sabia o que se passava e me desesperei, lembro do corpo em cima do meu, seus lábios tocando meu rosto, meus seios, suas mãos apertando-me brutalmente todo o corpo, quando gritei por socorro levei um doloroso soco na cara, ele me chutou e mandou-me calar a boca, fui o que fiz por algum momento, mas chorava, chorava de nojo, dor e medo, muito medo.
Não sei ao certo quanto tempo depois, numa ultima esperança de sair viva, pois já não me mexia mais, gritei por socorro novamente, ele me deu um tapa no rosto mandou-me ficar quieta e subia mais uma vez sobre mim, me sentia fraca de mais para qualquer coisa, para gritar, para revidar, ou até me defender, eu era apenas uma garota de 16 anos, quase 17, que completaria amanhã.
Não sei quanto tempo depois, sinto que tiram-no de cima de mim, não consigo ver nitidamente, mas vi na hora em que meu agressor caiu ao chão, e a hora que, segundo a minha deficiente visão pode ver, uma mulher aproximou-se de mim, na hora tive medo, mas não seria capaz de mover um músculo sequer, senti seus braços erguendo meu corpo, e como por encanto me senti protegida, senti que finalmente poderia fechar os olhos que há muito já não se mantinham de fato abertos.
1 semana depois: Acordei e não lembrava exatamente o que havia acontecido, vinha em minha mente alguns flashes que me fizeram ficar agoniada, derrepente a porta é aberta e pude ver o rosto emocionado de minha mãe vindo em minha direção, logo estava cercada de médico, enfermeiras e meus pais.
Deram-me alta 3 dias após a minha “volta a vida”, ninguém toca no assunto, tive de ir a delegacia reconhecer o criminoso, e para mim aquilo já era um choque, não saia mais de casa, meu pai me levava à escola e voltava sempre com a mãe e uma amiga que por vezes ficava em casa para me fazer companhia,nada adiantava, não queria sair, tinha medo, não queria conversar, passei a ter medo da minha própria sombra.
No fim do mês apareceu em casa visita inesperada, eu estava em meu quarto fazendo os deveres de casa quando minha mãe diz que tenho visitas, disse que não atenderia que estava ocupada, mas ela insistiu então resolvi descer e ver quem era. Não lembrava exatamente daquele rosto, mas não me era estranho, então minha mãe nos apresentou e conheci finalmente a mulher que salvou a minha vida, me senti estranha no momento, minha mãe saiu da sala, fui cumprimentá-la com um aperto de mão, coisa formal e tals, mas quando senti suas mãos na minha me veio um nó na garganta, um vontade de chorar e tal sentimento não passou despercebido por Waleska (nome da minha salvadora) que me puxou e deu-me um abraço apertado e protetor, era a pimeira pessoa com exceção dos maus pais qu se aproximava de mim de tal maneira, mas em seus braços, assim como no fatídico dia, eu me sentia segura, protegida, ficamos abraçadas por um tempo, me grudei à ela como uma criança indefesa gruda em sua mãe, chorei por longos minutos, sentia suas mãos em meu cabelo, me acariciando e sua voz suave em meu ouvido dizendo que estava tudo bem, que ela não deixaria mais nada de mau me acontecer, senti a sinceridade em suas palavras e aos poucos fui me acalmando, era a primeira vez que derramava uma lágrima após todo o ocorrido. Ela ficou comigo por mais um tempo, me desculpei pela maneira que a tratei á pouco tempo atrás sem nem ao menos conhecê-la e tudo mais, então ela me contou que morava ali perto, era da Advogada e viu um movimento estranho na pracinha, foi quando ela apareceu e me salvou, sou grata à ela eternamente, disse-me que seu nome era Waleska e que foi me visitar algumas vezes no hospital durante o meu coma e que não voltou antes para me ver pois eu precisava descansar, mais de 3 horas depois, após tomarmos café da tarde com minha mãe e sentarmos na sala para conversar ela se despede de nós, dei-lhe um abraço (isso estava se tornando contínuo com ela) e ela se foi.
Algumas semanas depois Waleska apareceu na porta da minha escola, me convidou para sair com ela mais tarde, idéia que fui descobrir mais tarde ser de minha mãe que percebeu que só me abria com Waleska, fiquei mio em dúvida, mas logo aceitei.
5h da tarde Waleska passa em casa, vamos à uma sorveteria no centro da cidade, a tarde estava quente e pelo jeito a noite também seria bem quente,conversamos sobre várias coisas, descobrimos vários pontos em comum.
_ Wal... posso chamar-te assim?
_ Claro mocinha
_ Então, é que tu me pareces como dizer, sem querer ser chata, mas tu me parece nova de mais para ser Advogada – disse eu já com as faces rubras pelo que havia falado.
_ rsrsrsrs...Obrigada, mas de certa forma não sou tão velha, tenha 27 anos, me formei á pouco tempo, mas já tinha trabalho garantido e tudo mais.
_ Humm....entendeu.
_O que foi querida, está se sentindo bem?
_ Não, quer dizer, estou bem, só estava pensando.
_ Sei pensando besteiras não é mocinha, acho melhor parar de pensar agora e comer seu sorvete, veja, já está derretendo!
_ srrsrs, pois é...
Voltamos a comer e conversar amenidades. Wal me deichou em casa e pela primeira vez depois de muito tempo m senti feliz e algo mais que naquele momento não queria pensar no que seria.

-- BREAK--
Só para constar, meu nome é Daniely, no momento tenho 19, quase 20 anos, desde os meus 15 anos me descobri APAIXONADA por mulheres, homens? Só se forem meus amigos, mais que isso nem morta. Meus pais sempre aceitaram numa boa.
= = / = =


Nossas idas aos lugares tornaram-se freqüentes Waleska me ajudou a ser menos fechada com as pessoas, retomar minhas amizades, eu riso era constante perto dela, ela me fazia feliz e todos notaram essa minha mudança

Certa vez, ao me deixar na porta de casa Waleska deu-me um selinho, coisa boba eu sei, mas me senti atiçada a beijar aquela boca que já vinha me torturando há muito tempo, mas aquele pequeno gesto me fez tomar coragem e colar meus lábios nos seus como há muito desejava, mas tinha medo, após alguns minutos nos beijando, não sei por quê me veio uma sensação estranha, imagens voltaram na minha cabeça como uma avalanche, e me assustaram, só o que consegui fazer foi fechar a porta rapidamente e subir para o meu quarto, deitei-me na cama e chorei, novamente, queria muito estar nos braços de Waleska mas tinha sempre a mesma sensação de medo, angústia, pavor que tive naquela terrível tarde.

6 meses depois, mais precisamente em Outubro. Sentia muita falta da minha ruivinha, desde aquel dia na porta de casa, aquele beijo Waleska nunca mais apareceu, me arrependo de tê-la tratado como tratei, por vezes ela m ligava e eu sempre pedia para dizerem que eu não estava, que estava ocupada, que não podia atender, depois de mais de 2 semanas ela desistiu de me ligar e me procurar, sabia que não era certo o que eu estava fazendo, mas eu tinha medo de me apaixonar por ela, agora, só eu sei a falta que ela me faz, soube que ela foi para outra cidade, fazer um curso, e que voltaria por volta destes dias, estava determinada, assim que ela voltasse eu iria procurá-la.

Numa quinta-feira no portão da escola na hora da saída, uma amiga me fala que havia alguém nos olhando de longe, perto de uma árvore, na hora eu gelei, mas derrepente senti que não devia ter medo, e virei discretamente e quando vi quem era quase caí dura no chão, não sei se susto, felicidade, meu coração batia tão rápido que pensei que me fosse fugir, a minha ruivinha estava bem na minha frente, linda, agora os cabelos eram um pouco mais longos, mas tinha um olhar triste, sem aquele brilho que por vezes me fez ficar viajando alheia a tudo a todos, saí rapidamente do grupinho de meninas que no qual me encontrava, fui correndo ao seu encontro, já na sua frente ao não sabia o que falar e pelo jeito nem ela, nos abraçamos e naquele abraço pude confirmar o quanto eu à amava, o quanto precisava daquele araço, do quanto precisava daquele sorriso, aqueles olhinhos verde brilhante e cheio de vida, do quanto precisava daquela mulher, ficamos abraçadas por um bom tempo, disse de maneira baixa, quase uma confissão:

_ Você não imagina como senti a tua falta!

_ Eu também fiquei com saudades!

Nosso abraço se desfez, vi aqueles olhinhos que eu tanto amo, marejado, quando um lágrima ousou cair, parei-a no meio do caminho com a minha mão, acariciei aquele rosto, macio e delicado como o de uma boneca de porcelana e falei num tom calmo e delicado:

_ Prometi que nunca mais fica longe de mim?

_ Pometo..rs

_ Eu te amo!

_ Também te amo! – disse ela com a voz embargada

Nos beijamos ali, de baixo daquela árvore que no momento tornara-se a única testemunha do nosso infinito amor.

Hoje quase três anos depois, estamos mais unidas que nunca, minha ruivinha está grávida, e ficou linda com aquele barrigão de 7 meses, sim, daqui três meses haverá uma menininha linda nesta casa, para nos tirar o sono e nos encher de alegrias.

Ainda hoje, por vezes sou assaltada por lembranças indesejáveis, mas então eu me lembro que para sempre eu terei a minha Waleska do lado me amando incondicionalmente.

Agora é melhor eu ir, não quero deixar minha mulher nervosa neh, por que nesse estado essa ruivinha nervosa fica uma arara, fala até pelos cotovelos!

Fui!

By: -S-

27 novembro, 2008

S.O.S. SANTA CATARINA






AJUDE
VOCÊ
TAMBÉM
!!!!

Qual o som de uma lágrima?


Procurei seus olhos e encontrei seu sorriso.
Assim um eco me fez recordar a minha infância perdida.
Em vão busquei na memória pensamentos tranqüilos,
mas o som de uma lágrima reabriu uma velha ferida.

A gota que percorreu meu rosto parou em meus lábios
e seu gosto amargo me fez meus olhos fechar.
Vi que o tempo que passa sem dó ou piedade
pesa sobre minhas penas, impedindo-me de voar.

Assim o tic tac do relógio marcando o compasso
concretiza no tempo a distancia que está viva em mim.
Olho a lagrima que ecoa em minha alma no vazio
e sei, sem ela ao meu lado, minha vida pode ter fim.

Mas caminho mesmo assim rumo ao infinito azul,
e acho forças no amargor da águas que dos meus olhos cai.
Embora ela traga-as o sabor de meu coração ferido
é ela que me agiganta e minhas asas não retrai.

Alço meu vôo mesmo com a dor estampada em meu rosto
e no meu céu noturno deixo que meu coração dite o tom.
Meu canto reflete as mágoas das almas aflitas pela saudade
enquanto ouço através das minhas lágrimas o seu som.

By: Fênix

24 novembro, 2008

Carta para meu eu



Escrevo hoje para minha fiel solidão.
Me é estranho dizer que escrevo para minha solidão,
Mas há tanto tempo ela me acompanha que hoje já me é quase que digna de homenagens.
Gostaria de poder escrever versos os mais lindos versos, para a mais linda “rosa”
Gostaria de poder dedicar algo a alguém, ainda que esse alguém não o lesse
Mas como posso isso fazer se não há ninguém que me torne mais viva
Como dedicar frase de amor à alguém se há tanto tempo não sei o que estar ao lado de alguém que te entenda.
Que te abrace, te beije, diga palavras doces
Entenda-te e te aceite tal qual como és
Alguém que principalmente te ame!

Oh minha doce solidão, será para sempre minha companheira?
Não me vejo como um ser apaixonante,
Tão pouco consigo me ver nos braços de alguém.
Talvez alguns romances, mas tudo tão passageiro
Não quero alguém para algumas horas ou uma boa noite de sexo.
Quero alguém que me faça ver não estou só
Mas hoje, vejo este desejo como um sonho
Sim, apenas um sonho, um desejo descabido
Não vejo este futuro para mim
Algumas pessoas nascem para ter famílias
Outras, como eu, para serem só.

Com o tempo, aprendi a substituir amor por sucesso
Carinho por dinheiro
Saudades por glórias
Aprendi a me virar sozinha
A não sonhar bobagens
Aprendi que amor é para poucos
E sucesso para os obstinados

Tempo...


Como o tempo passa...
O tempo passa e por vezes nem nos damos conta.

Mais um ano que termina, mas o fato que me surpreende não é este, é que, bem, parece que foi ontem que minha vida começou, que ia a pré-escola na garupa da bicicleta, que ficava horas na frente da televisão vendo desenho, horas na rua correndo pra lá e pra cá. Mas então eu paro e vejo ao meu redor, está tudo mudado, hoje sou menina-mulher, não sou mais equela criança, hoje sou mulher. Muitas chances passam por nossa vida, Chances de sermos felizes, de crescermos, seja profissionalmente ou pessoalmente, afinal aonde quero chegar com este papo não é?

É que vejo que com este meu “jeito de ser” deixei de fazer tantas coisas, de conhecer melhor tanta gente, de ir para tantos lugares, não que me arrependa de tudo que passei, tive momentos felicíssimos em minha vida, mas acontece que olhando fotos (documentos que nos lembram de bons tempos), vejo que podia ter feito mais, mas enfim, não adianta chorar pelo leite derramado, o que me resta é mudar de postura.

Ontem queria da fruta a metade, hoje quero a fruta inteira!

22 novembro, 2008

Miushi...

"...Um dia frio,
um bom lugar pra ler um livro,
e o pensamento lá em você!"


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Ela era diferente e de alguma forma me chamou a atenção.
Não sei bem como tudo começou, mas quando vi já estava na garupa de tua moto, com os braços em volta de teu corpo, as mãos paradas em sua barriga malhada.
Me senti meio perdida, toda aquela confusão, aquela correria, definitivamente já não entendia mais nada, só sei que não queria sair daquele "abraço". Senti sua mão pousar sobre as minhas, eram macias, quentes, me senti confortável por um momento com aquele toque, e assim seguimos até que alguma coisa aconteceu e não sei por quê fui lançada para frente da moto e ela me enlaçava pelas costas dirigindo a moto enquanto outras duas motos nos acompanhavam.
Descemos em um prédio aparentemente antigo, paredes pichadas, pessoas estranhas, ela me arrastava pela mãe com pressa, até que chegamos a uma espécie de apartamento, lá me olhou nos olhos e disse que ficaria tudo bem, não sei bem quanto tempo durou aquele olhar, mas foi o suficiente para me enfeitiçar.
Bom, não sabia o que estava fazendo naquele lugar, não sabia quem era a minha salvadora e nem do quê havia me salvado, mas saia que com ela estava segura.
Em questão de minutos ouvi pessoas subindo pela escada que dava acesso ao apartamento que estávamos, ela me puxou pela mão e mais uma vez saímos em disparada, descemos pela escada de emergência e saímos m uma espécie de balcão, era um lugar velho, abandonado, pichado, sujo, cheirava a mofo e era escuro, por um momento senti medo do que poderia acontecer comigo naquele lugar, com uma desconhecida, sem perceber parei de andar ou melhor, correr e fiquei parada onde estava, com medo, angustiada, enfeitiçada, ela percebendo minha repentina "pausa" voltou e perguntou se estava tudo bem, apenas acenei com a cabeça que não e não sei por quê lágrimas vieram-me aos olhos, senti-as molhando meu rosto, não nei se por desespero, medo, ou sei lá o quê, mas definitivamente, não estava bem.
Senti seu braços em torno de meu corpo, ela me abraçou por um longo tempo, um abraço quente, protetor, carinhoso e pude sentir que seu coração assim como o meu estava disparado, talvez pela corrida, mas não era apenas isso, me coração estava neste ritmo disparado desde que á vi pela primeira vez. Separei-me um pouco dela, sem desfazer o abraço e quando ia perguntar quem era aquela fada, escuto vozes atrás de noz que gritam a minha tão esperada resposta.
_ Miushi!!
_ Nih!
Sem desfazer-se do abraço ela espera que me recupere, sinto seus olhos em mim como que numa pergunta silenciosa se estou melhor. Ofereço-lhe meu melhor sorriso como que afirmando estar melhor, ela então me segura pelas mãos e segue até onde estão seus, suponho eu, amigos.
Cumprimenta a todos de maneira educada e preocupada, todos me olham estranhamente, não sei o que seus olhos dizem parece q é admiração, reprovação, ou até mesmo medo.
Escuto um deles dizer "É ela?", vejo Miushi afirmar em tom baixo, quase que um sussurro.
Mais um barulho e não sei bem o que se passou daí em diante, senti Miushi me abraçar-me fortemente e depois de um estouro me pegou pela mão e saiu correndo, assim como os outros, por caminhos estranhos, mais parecia um labirinto aquele lugar, por azar um seja lá o que for, saímos em uma "rua" sem saída, em questão de segundos estávamos cercadas de militares e minha mãe acompanhava-os, olhei para Miushi como quem pede uma explicção, mas também proteção, vi seus olhos encherem-se d'água e os militares aproximando-se lentamente de nós, num impulso lancei-me nos braços daquela mulher cheia de mistérios, nossos lábios tocaram-se e nosso beijo veio cheio de sentimento, senti seus braços envolverem minha sintura e depois.... Uma brusca separação, vi os militares puxando-na, tirando-a de meus braços.

Não sei bem quanto tempo se passou desde aquele dia fatídico e cheio de descobertas, não me sai da cabeça aquela mulher linda e misteriosa. Não ouvi mais nada sobre Miushi, continuo sem saber que é, de onde é, como encontrá-la, mas sinto no fundo de minha alma que ainda irei encontrá-la seremos finalmente uma!


Dedicado a minha MIUSHI!
Amor Suellen (ou seja quem for naquele sonho)!

01 novembro, 2008

Pode parecer ridículo...mas é isso aí

Oie...
Td bem?

Não sei se lembra de mim...provavelmente não...
Mas estava na DeLuxe numa sexta feira no começo do mês de outubro e te vi por lá, mas tinha lhe visto outras várias vezes na oscar do vale sul...aposto que vc nunca me viu por lá...srrsrs....mas tudo bem...normal!
srrsrs

O fato é o seguinte, desde que lhe vi pela primeira vez (quando fui comprar meu all star, aí na oscar), que venho com a nítida sensação de que preciso ser sua amiga, mas nem ligava, afinal seria estanho chegar e dizer: "hey, quer ser minha amiga?!"....hahaahah
Mas sempre lhe via na oscar, e tinha vontade de falar com vc, nem que fosse pra dar um oi....hahah (tá, talvez eu seja louca...ahahah)
Então numa sexta feira eu lhe vi na balada, e fiquei pasma, meu amigo que trabalha na Oscar até me estranhou...srsrsrs ... Pensei que aquele poderia ser um bom momento para falar com vc, mas a timidez (como sempre) falou mais alto, então ficava só olhando, na esperança de que talvez, não sei por que nos falássemos....Nada aconteceu, vc foi embora e eu fiquei lá com os meninos, para mim a festa havia acabado....
Passei na Oscar várias vezes, por impulso, uma voizinha bem lá no fundo dizendo que precisava te ver (to pirando), e hoje, depois de muito tempo (mais de 6 meses) ignorando isso dentro de mim venho lhe dizer que não sei por que, mas queria muito ser tua amiga, pode parecer estranho isso, pode me chamar de louca e até me deletar do Orkut, mas enfim, pelo menos vou ter lhe dito tudo que tava precisando dizer.

Bom depois desse mega desabafo vou te deixar em paz, se vc não responder vou entender que não quer nem mais ouvir falar nesta louca que vos escreve esta msgn....srsrs.... agora se quiser falar comigo, não sabe como me faria bem...srsr...
Se quiser me add no MSN (nem sei se vc tem, tem jeito de ser ocupada de mais.

Não sei se vc vai ler tudo isso mas enfim, espero que sejas muito feliz por toda a sua vida, você e sua família...
Beijos desta louca que vai te encher a paciência pela última vez...rsrss

=*
Te cuida!

27 outubro, 2008

Sonhos --- 26/10

Era sábado e não tinha nada a fazer, a não ser sair a procura do corset para a festa que teria a noite.
Fui ao shopping na esperança de achar esse bendito corset e convenhamos, difícil de achar.
Como sempre quando vou ao shopping, olho por todos os lados, na esperança de achar alguém diferente, uma pessoa em especial, mas naquele dia pensei que realmente não encontraria quem desejava em lugar algum.
Entrei em uma loja a procura do meu corset, quando menos espero, sou atendida pela pessoa que me rouba a paz, que invade meus sonhos e que sem saber me faz feliz só em vê-la. Fui atendida por ela, a gerente da loja, não me importava se era a gerente, mas sim que era a minha loira mais linda do mundo (ainda que de fato não fosse minha).
Mas algo estranho aconteceu, ao me atender a senti com um misto de timidez e ansiedade talvez, me atendeu gentilmente, me olhando nos olhos a todo momento, aquilo já estava me deixando deveras impaciente, sem graça...louca.
Chegamos a conclusão de que não acharia o que estava procurando ali (apesar já tê-la encontrado..rs), uma das vendedoras me indicou uma loja que tinha ali no shopping, mas eu não conhecia e pasmem, ela me ofereceu ajuda para mostrar-me a loja, eu claro, aceitei sem nem pensar duas vezes.
Saímos de sua loja e fomos a outro indicada pela vendedora, era realmente uma loja muito boa, haviam muitos corset que chamaram-me a atenção. Ela estava a todo tempo ao meu lado, conversamos como se nos conhecêssemos a décadas, mas tinham momentos em que me perdia em meus pensamentos, como era linda, simpática, educada, tinha um jeito que me cativava, me seduzia, embriagava... era meu anjo e me fazia ter pensamentos cada vez mais sórdidos e, de certa forma, pecaminosos...pecados estes que gostaria de cometer, cometê-los-ia sem o menor remorso. Queria beijá-la, tocá-la, sentir se gosto, seus toques, queria ter aquela mulher para mim e isto tornava-se cada vez mais evidente. Fui tirada de minhas divagações por uma voz doce que me chamava, era ela perguntando se estava tudo bem, olhei-a nos olhos e só o que pude responder foi que melhor era impossível, ela sorriu-me de volta e me puxou pela mão, para que visse o corset que tanto queria, no momento já nem lembrava como ele era, tudo que queria era aquela mulher pra mim, seu toque era suave e suas mãos macias, senti uma corrente elétrica por todos meu corpo enquanto ela me puxava pela mão.
Comprei o corset, saímos da loja e a convidei para comer algo comigo, ela aceitou, mas antes teria de passar em sua loja para pegar a bolsa e deixar avisado que demoraria para voltar.
Fomos à um restaurante no centro da cidade, pequeno, aconchegante, de boa comida, discreto. Nos sentamos num canto onde pudéssemos ver a paisagem ao nosso redor e onde passássemos desapercebidas, almoçamos num clima delicioso, entre risos, brincadeiras e conversas sobre coisas aleatórias. Saímos do restaurante mas de 1 hora e meia depois e fomos ao shopping, nos despedimos, mas olhando-nos no fundo de nossos olhos podíamos ver que aquela história estava apenas começando,que aquele dia ficaria para sempre em nossas memórias e que dali para frente nasceria uma grande amizade.

Fim.............

21 outubro, 2008

Postando agora, algo que escrevi a um tempo atrás e que será lido no futuro.

--- Trabalhamos hoje com o ontem, mas preferia trabalhar o hoje com o amanhã.
Não!
Na verdade o certo seria trabalhar hoje com o hoje, pois o amanhã é incerto, se bem que não gosto de coisas certas, sendo assim não deveria me importar de trabalhar com amanhã, mas apesar de não me importar com o incerto, gosto de surpresas e trabalhando com o amanhã estragaria as surpresas que o futuro nos prepara.
Sabe, com tudo, acabo pensando que é melhor trabalhar com o presente, ou não trabalhar, apenas viver, desprendermo-nos do passado, viver o presente e esperar pelas surpresas do futuro. ---

By: Súh

15 outubro, 2008

-- Uma carta para ninguém --

-- Agora, nos olhos da criança há uma pontinha de cobiça
De sua boca saem palavras desconexas
E á todo momento, ela vê coisas que a faz, forçadamente, ser mulher.

Éramos tão idependentes de bens materiais,
o que aconteceu que mudou essa realidade?

De sua boca saem palavras de cobiça
Ambição, cíume,
Ódio, amor,
Felicidade, tristeza
Fala-me sobre saudade
Ou sua ancia por liberdade
Mas o que de sua boca saí e os olhos dizem ser verdade?

Queria olhar teus olhos e dizer sem medo que amo você!
Mas como dizer isto se nem lhe conheço
Mas como disse Ana Carolina sobre o amor:
"Ele cria como por encanto um passado que nos cerca.Ele nos dá a Consciência, de havermos vivido anos a fio com alguém que há pouco era quase um estranho.Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de .... Mágica!"

Ainda que tudo seja verdade,
Como dizer que te amo
Se tem um outro na história
E eu, eu sou só mais uma?!


Com carinho e todo amor do mundo;


Suellen --

Sem egoismo, não quero mais metades!

Não quero alguém pela metade, agora quero algo completo.
Metades eu já provei, gostei
mas não quero passar a vida dividindo tudo
Não é egoísmo
É apenas querer ao menos uma coisa para mim
Só para mim


Quero caminhar de mãos dadas
Quero beijos e abraços
Quero noites na praia
Quero poder dizer "te amo" sem medo de que alguém possa escutar
"Eu quero a sorte de um amor tranquilo!"

Eu posso gostar de ti,
e justamente por isso não estar ao teu lado
Afinal, há outra pessoa nessa história
História na qual não sei se sou mocinha, coadjuvante ou antagonista
Quero uma história onde sejamos as protagonistas

Não quero qualquer um
E quem eu quero
Só posso ter pela metade
Ou nem isso posso ter
Egoistamente, recuso-me a te dividir com alguém.

06 outubro, 2008

Utopia...

Ela sempre foi a minha utopia, passava várias vezes ao dia em frente a sua loja, só para poder vê-la.

É a mulher mais linda que meus olhos já avistaram, cabelo claro, alta, olhos claros, um corpo escultural mesmo tendo dois filhos. Sempre que eu ia ao shopping no fim da tarde, via-a indo embora com o marido e os filhos, pareciam ser uma família muito feliz, apesar de eu nunca ter viso nenhum contato entre os dois.

Certo dia, andando pelo shopping e encontrei com uma amiga, ela disse-me que precisava de uma secretária no escritório onde trabalhava, uma semana lá estava eu trabalhando com esta amiga, com isso perdi meus dias de ida ao shopping, mas ainda assim, quando íamos a sua loja, ficava a admirá-la, sempre fora tão simpática, tinha um sorriso lindo e um ar misterioso que a cercava.

No mês e setembro meu amigo me chamou para vê-lo tocar numa boate qe há muito eu não ia, na verdade fui uma vez, na inauguração, depois o tempo ficou corrido e nunca mais voltei. Decidi que iria e chamei mais dois amigos, afinal meu amigo iria tocar na balada e eu não gosto de ficar sozinha na balada.

Chegamos a boate por volta da 1:00h, já tinha uma bela movimentação, gente bonita por todos os lados, música boa, bebida na mão, tudo que eu queria para minha noite, ficar no meu canto, curtindo com os amigos. Certa hora, quando dançava com meus amigos, não era nem 2:00h ainda, olhamos para o lado e eu pude ver, linda, risonha, provocante, sensual, dançava a minha frente a loira que por vezes me tirou o sono e que até então era meu sonho praticamente impossível. Fiquei tanto tempo ali, parada com um rosto totalmente abobalhado do tipo: “Meu deus o que ela ta fazendo aqui... como é linda!”, de tanto olhar acho que acabei chamando a atenção dela, me olhava, dançava, sorria, provocava, era sensual, ousada, e tinha uma alegria contagiante.

Os meninos notaram minha repentina mudança, de repente não queria sair de onde estávamos nada mais me importava a não ser olhar a bela loira que dançava a minha frente.

Permanecermos assim por longos minutos, dançando, nos insinuando uma para a outra, mas como sou tímida de mais, não tinha a menor coragem de chegar nela, resolvi pedir para o meu amigo falar com ela, e então uma mulher que estava junto coma minha lida loira passou ao nosso lado, um amigo perguntou algo à ela e ao voltar me disse que a loira aparentemente não curtia, claro como sou boba, ficar criando expectativa como mulher linda dessas, é muita areia pro meu caminhãozinho. Permaneci dançando por mais um bom tempo e ela a todo tempo me olhava, sorria, disfarçava, claro que na hora achava que tudo aquilo não passava de fruto da minha imaginação...

Quando vi que ela estava indo embora, senti de repente um medo de não vê-la mais, um vazio se apossando do meu ser e inconscientemente fui atrás dela, segurei em seu braço com delicadeza, ela virou-se e nossos olhos se cruzaram e me senti tremer ante tanta coisa que pude ver e sentir naquele olhar, só o que consegui dizer foi: “Será que posso pelo menos saber o nome dessa linda mulher?!” – como pude falar uma porcaria dessas, se fosse pra falar isso que ficasse quieta, agora ela vai me achar uma idiota! --, ela olhou no fundo dos meus olhos de uma maneira que me fez sentir que perdia o chão sob meus pés e com aquele mesmo sorriso que eu por tanto tempo apreciei “Claro, meu nome é Ariane, e o seu?!”, “Suellen, o prazer é todo meu.”, ela sorriu para mim e disse que infelizmente já estava de saída, pois teria que trabalhar no outro dia sedo, as disse que Nov veríamos por aí e assim ela se foi, me deixando com um sentimento estranho de que algo m faltava.

Segunda-feira, dia de voltar à rotina, trabalho, escola, casa e nada pior que começar o dia de mau humor e desde o dia na boate meu humor não estava lá àquelas coisas.

Na hora do almoço minha amiga decide ir ao shopping para comprar um presente, fomos e eu fui na esperança de vê-la novamente, não sei se ela se lembraria de mim, mas só de vê-la já me sentia melhor.

Sentamos-nos à mesa após termos comprado o tal presente, quando olho para o lado avisto Ariane passando, provavelmente indo para a loja, não sei como, mas ela me viu e acenou para mim, me senti o ser mais feliz do mundo naquele momento.

Assim que saí do serviço a primeira coisa que me veio à cabeça foi ir ao shopping, e foi o que fiz, passei em frente à loja e ela estava organizando algumas coisas com a vendedora, entrei na loja e ela assim que me viu deu um sorriso e com a mão fez um gesto para que eu esperasse só um minutinho. Pelo jeito ela se lembrava de mim... rsrs.

Ela me cumprimentou, ficamos um tempo conversando e eu disse que já estava de saída, pois tinha aula dentro de meia hora, ela me ofereceu carona, eu recusei mas ela insistiu, disse-me que já estava de saída e que não custava nada me deixar em frente a escola, dito e feito, me deixou na frente da escola, nos despedimos com beijo no rosto e a promessa de sairmos no fim de semana.

Não via hora de chegar sábado, na sexta eu estava que não me parava na frente do computador no escritório, todos notavam minha alegria excessiva, fim de expediente, passei no shopping, como quem não quer nada, passei na loja e a vendedora me disse que ela já havia ido embora pois teve que resolver uns problemas de ordem pessoal, na hora fiquei desapontada por ir lá, tão ansiosa para vê-la e não encontrá-la, fui para aula, quase não prestei atenção pensando se havia acontecido alguma coisa. Cheguei em casa por volta das 23h e fui direto para o banho, quando sai e fui para o quarto vi que tinha uma ligação não atendida no celular, mas não sabia de quem era o número, resolvi retornar, e para minha surpresa e satisfação, ao ser atendida escuta a voz mais gostosa que meus ouvidos já puderam escutar, era Ariane, querendo confirmar se a nossa saída estava de pé ainda, confirmei na hora, ela disse que passaria em casa para me pegar, dei o endereço e nos despedimos com um boa noite e beijos.

No sábado, 7:30h pontualmente Ariane já estava a porta de casa, avisei minha mãe e fui para o carro, saímos, bebemos, conversamos, demos muita risada e escutamos muito MPB a vivo, estar a companhia dela era maravilhoso, foi como se nos conhecêssemos a muito tempo, falamos sobra nossas vidas, nossos gostos e costumes a maneira como nos conhecemos disse que gostou dos meus modos tímidos, menina, muleca e eu... Bom eu meio sem jeito agradeci e também disse que gostei muito de tê-la conhecido que havia sido a melhor coisa que me aconteceu em anos, nos calamos e ficamos no olhando, ao fundo podia-se ouvir um música do Roupa Nova, fomos nos aproximando, eu podia sentir sua respiração misturando-se a minha, seus olhos foram fechando-se, pousei minha mão em seu rosto com todo o amor delicadeza que se toca em uma rosa, senti seus lábios macios junto aos meus, o beijo veio suave, tímido mas logo se tornou algo urgente como se dependêssemos daquele beijo, após um longo tempo num beijo vicioso, fomos nos acalmando, nos separamos, ela encostou sua testa na minha e ficamos nos olhando nos olhos, nada precisava ser dito, nossos olhos já dizia tudo e aquela música marcou o começo de uma alegria sem fim ao lado da minha loira.

 
"Ela sabe, o jeito de agradar
Um sorriso brincando no olhar
Me fascina com seu jeito de ser
Ela é tudo enfim que eu preciso ter
 
Ela passa, e o tempo faz parar
Quando fala é música no ar
Me conquista, querendo não querer
Ela é tudo, enfim, que eu preciso ter
 
Quando bater na porta deixa entrar
Pra te ganhar de norte a sul
No mundo da lua, tudo vai ficar
Descobrir que o amor é azul
 
Quando a gente gosta, o amor é um caso sério
E tem lá seus mistérios pra mostrar
Mas você divide, na metade, um desejo no olhar
Quando a gente gosta, vale a pena qualquer coisa
Vale tudo no cantinho pra ficar
Um sorriso pra te convencer
Na luz do luar
 
Ela é tudo que faz bem ao coração
Ela sabe que brinca nos meus sonhos
Todo o tempo nos versos que componho
Ela sabe que estou em suas mãos
Ela é tudo que faz bem ao coração.”
 
Roupa Nova – Um sonho a dois

30 setembro, 2008

Uma pequena omparação

Num pequeno e minucioso estudo sobre Fernando Pessoa e seus vários eus, me comparei humildemente com sua grande capacidade de ser várias pessoas, utilizar suas várias mascaram.
Na verdade, creio eu, que todo ser humano usa máscaras, alguns usam máscaras e mas dentro de suas personagens são sinceros, enquanto outros, bom, outros nós nem podemos acreditar é melhor chamar o Butantã para prender as cobras mascaradas que andam soltas por aí.... (risos)

Confesso que falar de mim ser-me-ia um grande desafio, assim como se perguntasse para "quem sou?" ouviria várias respostas.

Suellen, sou suellen em todas as minhas máscaras só o que me muda é a personalidade, posso ser o anjo de alguns, a garota extremamente festeira, ou aquela detesta sair, ainda sou a garota mais sensual de todos os tempos (estou sendo humilde), como posso ser também prepotente, posso neste exato momento estar rindo contigo, para daqui dois segundas virar para outro lado e colocar uma máscara de indiferença...

Posso ser nada e ter tudo, ou posso ser tudo e nada ter... Bom é complicado ser tudo e nada ter, mas posso ser tudo sem qualquer bem material algum, só o que me faz falta são os amigos (e o seu abraço)...

"Vai chegando uma hora
Que nem você mesmo se reconhece
Já fomos tantas personagens
Lembro-me de quando Eu era apenas EU."

Para um alguém...inexistente...




Tu que fazes parte de meus sonhos mais secretos
Que possuíste meu corpo da maneira mais sensual
Tu que me ensinaste a rir de borboletas voando ao céu
Que me falaste de amor
Tu que me fez promessas de um futuro
E que hoje não às cumpre
Tu que me beijaste com doçura
Que me completou com teu amor
Tu que hoje me persegue em cada rua
Em cada rosto, cada riso, cada olhar
Que hoje procura pela menina de 2 anos atrás
Esqueça dela, pois esta já não mais existe,
Em seu lugar veio uma mulher de princípios,
Sonhos, desejos, que não quer ser "boneca" de ninguém
Que anseia por um futuro ao lado de alguém que a ame
Tal qual como és.
Aquela menininha ficou no passado,
Junto com as promessas esquecidas por ti
Agora se realmente a quer de novo
Faça por onde
Vá atrás
Mas aviso-lhe:
“Aquela garota que um dia acreditou em tuas promessas,
Hoje se encontra num quarto, escuro, trancada, esquecida,
Junto com promessas por você abandonadas
E ela não quer mais derramar uma única lágrima por ti.”

29 setembro, 2008

São só delírios...

Talvez eu seja assexuada...

Ou talvez não tenha encontrado mesmo a pessoa certa ainda .... (mais uma vez)

Só sei que nada sei....
E isso começa a incomodar-me demais.

Confesso que depois dela nada mais é igual
Ela era única
Tinha um jeito muleca de ser
Doçura e sensualidade
Era corajosa, tinha doçura
E eu sinto sua falta mais do que deveria
Aiai...

"Tanta saudade de algo que eu nunca de fato tive
Horas e horas olhando para um futuro inexistente
Anseio ter-te em meus braços e poder dizer-te o quanto te amo
Talvez isso jamais aconteça
Yin yang talvez seja o que procuro, mas este equilíbrio sem ti já me é quase extinto."

-- By: S --

14 setembro, 2008

Desabafo....

Ainda que eu tenha todos os amigos do mundo e sejam estes, todos diferentes, cada um com sua peculiaridade, cada um com o seu jeito, todos me agradam, amo a todos.
Ainda que eu tenha todo o dinheiro do mundo.
Ainda que tenha várias coisas.
Algo me falta, algo ou alguém.
Ainda que bocas e mais bocas eu tenha beijado.
E mesmo que pessoas tenham estado ao meu lado por mais tempo e tenham sido minhas namoradas, essas duas raras exceções, e eu as amo, mas ainda me falta algo.
Algo que não sei muito bem o que é e nem se realmente existe. Mas por vezes sou tomada por uma saudade dolorosa de algo que nunca tive, e por mais bem acompanhada que eu esteja,ninguém conseguiu me dar essa sensação de.... Plenitude.

Ás vezes me pego no escuro do quarto pensando se essa pessoa realmente existe.
Me sento perto da janela, a taça de vinho na mão, após vários convites para festas recusados, e é tudo tão.... Solitário.

Poderia estar com alguém agora, neste exato momento, eu sei que poderia, mas não quero qualquer um, quero alguém especial.

Lá fora, a luz da lua serve de inspiração ou simples cenário para os casais, aqui serve-me de companhia, minhas noites são regadas a vinho, luz da lua e Norah Jones faz a minha trilha sonora, e a solidão invisível é o protagonista dessa peça!


Quero ter para quem dizer "Te amo" da maneira mais sincera, quero ter abraços infinitos, quero beijos com amor, paixão, luxúria, tesão, beijos completos, quero ter com quem conversar e até dizer as coisas mais bobas. Só quero alguém que seque essas minhas lágrimas e diga, "Estou aqui!"


...

11 setembro, 2008

Frases ditas aleatoriamentes em dia intediantes e em horas inapropriadas...

“Sou problema do mundo mesmo e ele que agradeça, pois a melhor parte do mundo SOU EU!"

.... . . . ... . . . . . . .

"Por mais safada que uma mulher possa parecer, são apenas anjos curiosos – Ta, ta, existem exceções!"
hauHAUhauhAUHuaUA

........ . . .. . .... .. . .

“ Posso até ser o problema do mundo, que seja, dane-se (para não dizer foda-se..rsrs), porém o mundo é cheio de problemas e eu... Eu sou apenas o problema mais prazeroso do mundo! ”

... . .. ... ... . . . . .. .. .. . .. ... . . ..

“ Ainda que os dias fossem claros pela sutil luz do sol, sem seu sorriso essa luz não alcançaria meu coração que se ilumina ao te ver “

........ .... . .... ... .. . .. .. . . .

" Sou capaz de fazer até 4 coisas ao mesmo tempo, beijar-te, sentir teu coração, tocar-te de maneira calma e sedutora, olhar seus olhos cheios de desejos e realiza-los da maneira mais prazerosa. "

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" Estão tentando fazer de mim o lobo que são, mas não vou me tornar um deles.
Quero ser apenas um humano..."

;*

24 agosto, 2008

Sendo inconstante a cada pontilhado... Tirando o atraso!

Durante algum tempo permaneci correndo atrás da felicidade, do amor e mais um monte de coisas que dizem que nos faz bem, mas chega uma hora que nos encontramos cansadas de tantos tombos, tantos desapontamentos e mágoas, e então deixamos de correr atrás de tudo isso, mas então parece que em breves momentos esses sentimentos batem a nossa porta sem que nem tenhamos corrido atrás.
Agora eu vejo, não preciso correr atrás da felicidade, tenho que correr atrás de meus sonhos, porque eles me trarão felicidade, amor e todos os outros sentimentos bons existentes.

Não podemos mudar o passado, mas podemos fazer com que o futuro seja bem melhor começando pelo presente!

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Cansei, tô injuriada.... tantas pessoas dizendo o que devo ou não fazer, vasculhando minha vida para ver se acham algum podre, acreditem eu tenho alguns.
Até eu dizer que era homossexual eu era a queridinha, a praticamente perfeitinha da família, dos vizinhos, dos "amigos", sempre se referiam a mim como exemplo, mas foi eu dizer que amava uma mulher e pronto... BUMMMMM.... a bomba estourou.... agora sou uma amostra de mal exemplo, claro já fiz muita jente engolir o que disse, já mostrei a muitos que tenho o mesmo caráter, que CONTINUO SENDO A MESMA PESSOA.
Mas o que me irrita em tudo isso, não é o preconceito, tenho dó de preconceituosos eles são pobres ignorantes, o que me da raiva, nojo é a hipocrisia das pessoas, elas te conhecem, te acham uma graça, dizem até que querem ser seus amigos, mas então uma hora você diz que é lésbica então essas pessoas que queriam ser seus amigos te vêem como o pior exemplo do mundo, uma anomalia humana...puts, essas pessoas sim me irritam porque isso não é preconceito é HIPOCRISIA... mas bem, fodam-se eles, não preciso da amizade de jente dessa laia, só servem para atrapalhar a nossa vida.


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Antes de nos dizermos fortes, temos que conhecer o verme dentro de nós!
{{Neo}}...
Bem me lembro que foi algo assim que ela disse em uma das nossas discussões super construtivas, acreditem, nossas discussões sempre são construtivas!

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A quanto tempo não ama alguém de verdade?
Me perguntaram isso quando estava de mau humor, a minha resposta foi rápida, sem deixar rastros de dúvidas: 18!
Mas então ele me perguntou: Quantos anos tu tens?
rsrs, Tive que dar um sorriso sacana antes de responder que eu tinha 18 anos.
Ele me olhou assustado, disse-me que era impossível eu nunca ter me apaixonado por alguém, fui obrigada a retrucar: Não disse que nunca me apaixonei, disse que nunca amei, são coisas diferentes!
Esse foi quase um ponto final na nossa conversa, sentamos no meio fiu da calçada e ficamos esperando a ônibus chegar, e por coincidência pegamos o mesmo.
Quando eu estava descendo ela me parou e disse: Hey, eu te amo! .... Como ele podia dizer isso se nem me conhecia, éramos totalmente desconhecidos a única coisa que sabiamos um do outro era que eu nunca havia amado e bem, eu não sabia nada dele, mas se ele dizia que me ama, o que eu podia fazer neah, olhei para ele e respondi, sem um pingo de sinismo, foi realmente o que eu pensei naquele momento: Sorte a sua!
Sai do ônibus e fique pensando em como uma pesoa pode dizer que me ama, se me conhece a menos de 30 minutos e nem o meu nome sabe e que provavelmente vai me esquecer assim que o efeito do álcool passar (sim ele estava levemente bêbado)?
Se isso fosse amar, com certeza eu já amei váárias pessoas...srsr...
Mas não acredito que um dia eu tenha amado, por que amando não me sentiria tão vazia como me sinto constantemente desde que nasci!
Eu quero amar, mas não sei nem o que a palavra amor significa!


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Fim! {{ CANSEI }}

28 julho, 2008

Sou apenas uma imagem

Ainda que meus olhos pareçam sinceros e o meu sorriso alegre,
não acredite, apenas aceite-os,
sem mais perguntas.
São raras as vezes que me vêm triste.
Quantas pessoas já me viram chorar?
Quantas já me viram vulnerável?

Ainda que eu pareça o ser mais forte de terra,
eu não sou, sou só uma pessoa com problemas.
Sou uma garota de personalidade borderline em busca de algo que me faça sentir viva,
e acredite, eu tive tempos de glória,
mas hoje não sei nem quem sou....

Ainda que eu pareça frágil,
sou uma guerreira.
Sei tirar lições de meus erros e sei lutar pelos meus direitos e meus desejos.
Sou uma mulher que sabe disfarçar-se muito bem para não se mostrar frágil..

Ainda que pareça estranha,
talvez até meio louca...
Sou apenas uma garota!

21 julho, 2008

O que dizem de mim!

Andam dizendo que sou isso e que sou aquilo,
Aquilo mais e mais alguma coisa.
Já me foi legado o título de sapata
De puta
De drogada
De louca
De santa
De vulgar
E até anjo

Pois digam, digam o que quiser
Na verdade não me importo com o que pensam
Ou falam

Da minha vida cuido eu,
O que dizem são apenas palavras
Que não fazem jus a minha pessoa
Mas se asism querem pensar
Pensem
Eu sei o que realmente sou
E isso me faz maior que vocês que vivem cuidando TENTANDO cuidar da minha vida!

16 julho, 2008

!! Antes que me esqueça !!

Pra não esquecer a história que está na minha linda cebecinha...hihih...e que no entanto não posso escrevê-la agora...rs

Sinopse: Sofia, uma garota tralmatizada, desacreditada de todo quanto é tipo de sentimento após a morte da sua tão amada (que bixa essa parte)...continuando... namorada.
Enquanto isso não muito longe de Sofia, encntra-se Alexandra, uma mulher bem resolvida, de bem com a vida e a procura de um novo amor (na verdade ela só queria mais uma pra... ) ...continuando...
Duas pessoas completamente diferentes mas que completam-se de maneira perfeita!


hihihi

To pronta pra começar a escrever sinopse de filmes neah não?!!
ahUAHUhauHAUhau

Fui....ótimo dia pra quem pode!

15 junho, 2008

" Estou tentando me achar em meio ao caos que me tornei, tentando saber quem sou e porque estou aqui.

Estou querendo me curar desta doença que me aflinge, tentando ver o mundo de maneira sublime, por mais que ele não seja. Estou tentando escrrever meu conto de fadas.

Quero poder acreditar no amor, mesmo ele se mostrando tão ausente para mim. Estou sonhando com abraços apertados e amores inexistentes, para quem sabe um dia torná-los reais.

Estou procurando em cada canto de meu quarto um pedaço meu, mas nada vejo que não seja o vazio e o silêncio que aqui faz, silêncio este cortado apenas pela música que toca e chega a ser até ensurdecedora ante o silêncio que aqui reina.

Estava tentando crescer, mas perdi a vontade de continuar assim que vi a crueldade fria dos adultos, que é pior que a inocência cruel das criancinhas, quero crescer, mas não quero deixar de ter o amor que só as criaças sentem.

Talvez eu queira o impossível e viva num conto de fadas...


.... Eu sei, eu quero demais...


... ....... ... ... ....


.. E sei também que contos de fadas com finais felizes são apenas histórias, e a vida real é bem mais cruel, injusta, fria que estes contos.....


....................... . ........ .. ......

,.... Mas sei também que no mundo real há seu lado bom, há os amigos, os bons momentos vividos com eles, momentos que se tornam inesqueciveis, momentos estes que podem ser os mais simplis, mas que pará corações bobos valem mais que mil contos de fadas com finais felizes. "


By: "S"

Deixa-me te amar

Deixa-me velar teu sono
Acariciarte
Deixa-me ver o brilho em seus olhos
E sentir o doce gosto de sua boca

Apenas quero sentir-te junto a mim
Quero sentir teu coração batendo descompassado
Assim como o meu bate ao te ver
Quero seu calor para me aquecer

Quero dar-te beijos de boa noite
E acordar com café da manha na cama
e beijos de bom dia
Quero poder dizer que te amo a cada amanhecer

Deixa-me ser feliz ao teu lado
E venha ser feliz comigo
Quero fazer-te rir de coisas bobas
e chorar de alegria

E a cada data especial (ou não)
Presentear-te com coisas especias
Por que para mim
Tu sera sempre especial

Só te peço mais uma coisa
Deixa-me sair da escuridão
Conhecer-te
E poder tornar tudo isto real!